Released on February 1, 2020

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[Verso 1]

Engrenagens velhas oxidam, sem um bom cuidado não giram

Torque baixo nesse metal frágil, então corre e busca abrigo

Ecovila fake

Ó o culto!

Um Osho por esquina

Só vulto

A busca do Messias é luxo

Isso não foi escolha

É luto

Líquido nobre escorre pelo ralo

Nos frascos mais raros, sangue mais sujo

Litros e litros misturam no barro

No sonho do tolo viver custa caro

Não existe medo pra quem pode bancar o barqueiro

O escuro é confortável

Mas pra engrenagem de aço nunca foi fácil

Gira usando os dois braços

Nunca mergulha no raso

Nunca nas mãos do acaso

Nunca olha prum só lado

Enxerga o prisma em pedaços

Eu sou o todo

Não basta um só pra mover o navio


[Refrão]

Sem incêndio não

Sem incêndio não há futuro

Sem incêndio não

Sem incêndio não há futuro


[Verso 2]

Desse jeito os punhos não se recuperam direito

Direito, direito, direito

As pontas das facas já se consideram vermelhas

Vermelhas, vermelhas, vermelhas

Desse jeito os punhos não se recuperam direito

Direito, direito, direito

As pontas das facas já se consideram vermelhas

Vermelhas