Released on November 13, 2018

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[Verso]

Os copos se quebram, juntam-se os cacos

Cortam-se os dedos, com pesar, prevejo

Falta de tempero, não tá só azedo

Algo que encontrava e agora não mais vejo

Piso em mais ombros de gigantes do que Wander

E meus colegas vem com a profundidade de um pires

Se proliferando feito mosca de fruta

Em versos que não serviriam nem se fossem versos livres

Tudo é descartável até que prove-se o contrário

E tá sendo tão fácil quanto encontrar El Dorado

Busca vã pela honra da tinta

Mas nem minhas referências mais fazem justiça

Que bom, pois meu pescoço já doía

Chega um ponto que cansa só olhar pra cima

Ainda mais tendo um espelho

E se pode ver a arte por inteiro

Já o valor que se dá é proporcional ao medo, indiretamente

E eu nado em piscinas de sal, tentando quebrar correntes

Mas são só problemas de gente branca

Convênio pra terapia e eu rolando na lama porque quero

Talvez seja algum tipo de fetiche

Angústia é agridoce ao meu paladar sublime e chique

E basta um clique, visse?

Que já tô longe disso

Dou play naquele beat do Madlib e vixe

Como eu te amo

Eu te amo mesmo estando em crise