Released on February 1, 2020

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[Verso 1]

Braçadas no marketing

Condenado mar sem fim

São tantos faróis aqui

Que vão me cegar

Não quero teu bote

Eu quero nadar

Na vela pirata vi furos enormes

Debaixo um grunhido, não pode ser fome

O olho encoberto nunca foi enfermo

Três olhos abertos, eu vejo seu medo

Não há de ser nada, já senti o mesmo

A água é gelada, ondas arrebentam

Na dama da errância um beijo

Em última instância eu desço

Os botes, barcos, boias, remos

São funcionais, mas tem um preço

Tu banca o arrependimento de ter vivido um devaneio?


[Refrão 1]

Autopreço, autopreço

Chega a nota no correio

Autopreço, autopreço

Ouro e prata, os devaneios

Autopreço, autopreço

Chega à caixa de correio

Autopreço, autopreço


[Verso 2]

Ilusório é o caminho livre

Amigável ao que oprime

Eu faço arte e quero ser invisível

Nem foi no link mas me achou bonito

Com base é claro em algum velho vício

Botei no Genius, até facilito

Mas não é isso, desejam alivio

E eu não sou farmácia, bicho, eu sou o tiro


[Refrão 2]

Autopreço, autopreço

Autopreço, autopreço

Autopreço, autopreço

Ouro e prata, os devaneios