Psicofonia

By Fuse

On Sintoniza...

Released on January 1, 2003

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[Verso 1]

Prestem culto ao som que vos incuto como um sopro, transcomunicação, qual é o lado morto?

Rostos despidos de pena e moralidade

É o vínculo entre os mortos e os fracos de espírito

Alegar consciência é um sarcasmo putrefacto

O mal é como arsénico, procura o viciado

Cemitério vivo onde lápides são faces

Onde almas como espelhos procuram identidades

A ignorância é a fantasmagoria

Esbarram-se na escuridão material da vida

Gravo gritos frios em composições sombrias

Como o diário de uma assombração perdida

Será que és vítima ou carrasco da tua vida

Ressuscita... arrasta a pedra tumular, respira...

Vivo horrorizado como um toxicómano

O ser humano é sádico mas eu sou transumano

Encruzilhada nunca passes às 12 badaladas

Andam à caça de mentes fragilizadas

Como o diabo a tentar puxar-te pra baixo...

É o inferno da hipocrisia explícita

Extrema unção, sacramento moribundo

Aos povos em colisão nas trevas deste mundo

A mente é o aloquete para a Caixa de Pandora...

A sanidade desvanece até à última gota


[Refrão]

Evocação, chamamento à elevação de espírito

Juntem as mãos, respirem fundo

Comunica comigo, sai do escuro, abre o corpo

Descobre se tás morto ou vivo


[Verso 2]

Sessão de espiritismo entre a minha voz e o ritmo

Exumação de pensamentos, é verídico

É o mundo dos mortos vivos, estripadores de espíritos, desmembrados de intelecto, é sinistro

É o almicídio entre corpos em delito

Almas que procuram abrigo para fugir ao frio

Neste mundo maldito... não enxergam um palmo à frente do espírito

Mas o meu caminho alumio

Sacudo o pó do que resta do meu tempo

Com versos como arrepios causados pelo vento

É eterno, o homem é sucumbido pelo medo

Auto-maldição, 12 meses de inverno

Iluminado a inteligência é o habitáculo

Abrigado da luz negra que voa sob a presa

Tenho medo dos filhos deste canibalismo aceso

Que interrompem o meu sono quando eu me sinto vivo

O vosso castigo é a cópula com o luxo

Não sou bruxo, a razão nasce por dentro como um quisto

O último riso é o mais mórbido, lembrem-se disto

Apareço depois de Cristo, já havia dito...

Acorda ou tens morte espontânea, faz a autópsia

Rezo o último verso como um encanto junto à cova

A fundir consciências como o ferro

A sapiência é um pêndulo magnético entre a vida e o tempo...


[Refrão]

Evocação, chamamento à elevação de espírito

Juntem as mãos, respirem fundo

Comunica comigo, sai do escuro, abre o corpo

Descobre se 'tás morto ou vivo