Hemorragia Interna

By Fuse

On Informação ao Núcleo

Released on January 1, 2001

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No princípio era o verbo depois veio o credo...

Filho da puta agora comemos-te o cérebro

Autonómico abstémio, bloqueio académicos

Antropófago transformo fórmulas para génios

Incrédulo no teu deus chama-me ateu congénito

Gravito como astros em cosmos encefálicos

Narrador da voz do diabo agasalhado na mortalha do teu desânimo

Estalo o teu cérebro como um crepitáculo

Liberto crianças envenenadas sem trajecto

Espeto crápulas ignóbeis em estacas como Drácula

Impreciso no límpido num mundo de ilusionismo

Alisto mancebos em pelotões de iluminismo

Mecenas protector de vocábulos e dilemas

Radioscópico nos mais frágeis provoco pleuras com fonemas

Medico surdos e esquizofrénicos

Remendo e cicatrizo intelectos paraplégicos

Trago versos de distintos universos para anémicos

Atraio e quebro himens com preliminares metálicos

Manifesto com sexo explícito para cegos

Em procissões transformo estátuas em alucinações

Não sou teu servo, se não entendem o que escrevo

Não tenho culpa marca consulta filho da puta

Iconoclasta de casta incógnita

Dono da vontade indómita no Hip-Hop sou ciclone tono

Fusão em alta-tensão é a tesão cognitiva

Levas uma foda auditiva sem encargos de IVA

Mente inteligível Fusível não perceptível

Para a mente reclusa que recusa passar de nível

Não há tempo para acções meigas, para ameaçar com seitas

Filho da puta não há tempo para brincadeiras!

Lembrem-se disto apareço depois de Cristo

Acantocéfalo alter-ego do inferno

Caguei para falsos, ofereço merda fertilizo

Cérebros estropio com flagício

Na era do fatalismo ofereço-te um fascículo

Estilo bélico não sou mestre sou discípulo

Período de amamentação para críticos

Bom apetite cínicos dou-vos piça com espinhos

Biodinâmico fonógrafo em disparos

Franco-atirador academia de iluminados

É mesmo assim moço, não 'tás a ver a cena

Recolher obrigatório, fica atento é Dealema

Fusão em stereo não te armes em otário

De madrugada trago a maldição para o teu bairro

Electropoético choco do ódio ao estético

Esporro o mercado com o quilhão fonético!