Released on December 14, 2016

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[Verse 1: Fuse]

Não digo nada em vão...Fusão em stéreo

Excalibur no papel do mensageiro épico

Poeta com caneta d’aço não esqueço de escrever

Escrevo tudo para sempre para nunca esquecer

Escutar o som, a morte é uma canção de embalar

A erosão da vida dá-me muito tempo para sarar

Vejo algo luminoso quando o mal é residente

A lua serve de consolo quando o sol não está presente

Poesia...é flor que o alcatrão não destrói

Como um dragão que cospe fogo quando o peito lhe dói

Adormecer coberto em mágoa, caminhar em Gizé

Acordar em Niagara com a fúria da água

Poesia...conversa de homem para homem

De homem para deus...de deus para o demónio

Poesia...é alto mar que dança agitação

Stradivarus enjaulado neste mundo sem tom


[Hook: Fuse]

Eu escrevo pela dor....eu canto pela fome

Escrevo porque a força que há em mim é enorme

Escrevo pela sede a minha guerra é interior

Pertenço ao que escrevo o meu desejo é superior

Se algum dia não sentir mais a mão

A poesia nunca morre enquanto bate o coração

Escrevo pelo fogo que só queima quem sente

Sou tudo o que escrevo e que deixo para sempre


[Verse 2: Fuse]

Só sente quem atinge, poesia não se impinge

Poeta não se vende quando esconde o que não finge

Sou malha num tear que tece fios de orgulho

No amor ou no veneno, na saudade ou desapego

Poesia...caligrafia com timbre dedilhada

Pelas cordas da minha voz como a harpa de Deus Dagda

Poesia...paixão que não se pode roubar

Um murmúrio de 1000 vozes que te fazem corar

Discutir com uma folha é dialogar com a inspiração

Em tempos já fui um gigante nas ilhas de Salomão

Sou paz na inquietação, poesia é telequinesia e sedução

Encantamento já escrevo sem as mãos

Excalibur, aquele cuja alma é dourada

Será digno de sentir o poder de uma espada

Poesia...o meu sudário de Turim

Deixo marcas desta vida para a vida seguinte


[Hook: Fuse]

Eu escrevo pela dor....eu canto pela fome

Escrevo porque a força que há em mim é enorme

Escrevo pela sede a minha guerra é interior

Pertenço ao que escrevo o meu desejo é superior

Se algum dia não sentir mais a mão

A poesia nunca morre enquanto bate o coração

Escrevo pelo fogo que só queima quem sente

Sou tudo o que escrevo e que deixo para sempre