Alegoria da vida

By Fuse

On Prémio Nobel

Released on January 1, 2003

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Dedicado a todos aqueles que sabem viver


[Verso 1]

Sou viciado em ti vida e é assim todos os dias

365 melodias

Protecção no meu círculo, não é qualquer amigo

Que me seca as lágrimas de agonia

O Inverno é mais frio quando tou afastado

Dou voltas à consciência como um cubo mágico

E penso em ti e no que guardo em mim

Colecções de recordações em canções

Sou senhor do meu passo que partilho num abraço

Mantenho-me acordado neste mundo petrificado

Competição entre anjos e demónios em corpos de pecado

São esses que me deitam abaixo

Mas eu levanto-me com o peso da moral às costas

Quando prefiro engolir do que ferir com respostas

Às vezes és puta vida, mas não tens culpa

Tu e eu já fizemos bodas de prata

Em tempos quando era chavalo

Não sei se te recordas de mim, aquele puto fechado no quarto

Transformava cassetes e livros em magia

Música e amor medicina alternativa


[Refrao]

Sou viciado em ti, e tu em mim

Vida fronteiras, obstáculos, barreiras

Caminhemos juntos como o último dia

Este é o poema que dedico à vida


[Verso 2]

Não sou autista, sou flautista

Irei soprar poemas em microfones até ao fim da vida

Focado naqueles que me amam sem pedir trocado

É nesses corações que quero ser lembrado

Tenho nojo de filhos da puta sem escrúpulos

Sem esforço de respeito pelos outros

Sem alma, para benefício próprio

Intermediários entre o céu e o inferno...que nojo!

Sempre fomos eu e tu vida sozinhos

Cabeças ao vento com sonhos repartidos

A capacidade de amar é inata

A capacidade de aprender é infinita

Essa é a maior maravilha que me dás vida

Adoro adormecer no calor da tua companhia

Não há limites estabelecidos e aprendi isso

No profundo bem no fundo do meu espírito

Vitalidade, força, código, honra

Na amizade a verdade é a sombra

Pacificar, aproveitar ao máximo

Para não ser comido pelas chagas do percurso

No ódio e no amor como uma alma combalida

Este é o poema que dedico à vida


[Refrao]

Sou viciado em ti, e tu em mim

Vida fronteiras, obstáculos, barreiras

Caminhemos juntos como o último dia

Este é o poema que dedico à vida