Fanfic

By Froid

On Gado

Released on August 17, 2022

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[Letra de "Fanfic" com Froid]


[Verso 1: Froid]

Lá vem ele de novo, comprei um pack de seda

Um fã fake me chama de Fred, eu disse: "Froid"

Não é um médico, é um monstro

Acontece quando fala do monstro, tipo quando eu faço sexo no prédio

Tudo que recede é mau

Eu sei que seus amigos só querem ter você de volta

Aproveita que seus fãs e sutiãs tornaram a coisa real

Eu guardo tudo no meu Santo Graal

"Ei, mano, como eu faço uma punch?

Me ensina, me patrocina, eu quero uma chance

Igual você pra eu dar uma força pra mãe

A minha mina me deixou sem grana, onde você vai com o champanhe?"

Não, mano, eu não costumo mais ser como antes

Meu tempo livre é onde eu crio as criança'

Ensinando como eu cuido das plantas

E cortando o barbante

Pra não serem marionetes, pois são seres gigantes

Eu não sei como funciona esse lance

Eu só escrevo memo se isso não for importante

Eu sinto que o amor me confunde

Eu preciso ir, a minha mina tá sozinha, eu tô longe

Não há como copiar o nosso brilho nos olhos

E nem aliviar o nosso peso nos ombros

Eu fico com as crianças no colo

Eu vivo porque eu sei a aparência dos anjos


[Verso 2: Froid]

Tá comigo, é a chance de ser o melhor que tiveram

Alguns cegos veem bem, mas nem todos veneram Cristo

Se ele viesse através de mim, um mestiço, filho de uma virgem

Porque foi assim que disseram

Ansioso por algo que eu espero uma vida toda

Que todos vocês engraçados queriam, mas não viam formas

Um salve pros loucos, pros desaforados

Pros emocionados, pra quem não vive uma vida à toa

Quem te ensinou a gostar de mim pela minha roupa

Deveria gostar de mim pela minha força

Fora da academia quando eu tento conciliar a correria

Família, carreira, vícios, jardim e louça

Meu mano, foda-se, todos meus ídolos se foram

Parte da mídia da qual sou contra

Foda-se todas as linhas que escrevo

São contra você e a sua vida morna

Eu sou quem contorna

E toda essa grife sai sempre de moda, foda-se

Eu treino os moleque, eu explico as coisas

Cada pilar do sistema revela o esquema

E o porquê da torre ser dividida, foda-se

Eu dou um curto circuito em menos de um segundo

Eu te mudo e recrio a cena toda

O mercado é o que cria, eu vendo o que 'cê não produz

Que eu tenho a visão do consumidor trouxa

Eu sou uma bolsa de valores, não o valor da bolsa

Eu penso isso a longo prazo

Quando tiver colecionado clássicos

E você tiver cansado o público

Repetindo a mesma música do verão passado


[Saída: Makalister]

Todos querem esquecer que existem

Mas se exibem

Paradoxo que não permite

A noite acolhe os sonhos

E as angústias de toda estirpe

Vejo as entranhas na calçada

Um cigarro e umas garrafas

Jeans marcado e gola alta

Só me resta uns tragos do spliff

No frio das madrugas do centro

Ela era o meu número

De cachecol, coturno, sobretudo

Nos beijamos ao lado do bar

No meio do tumulto

Ainda não sabíamos

Que tínhamos algo em comum

Querer se mandar embora desse mundo