Panorama

By Forfun

On Polisenso

Released on November 15, 2008

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Vivemos rente aos trópicos

Onde as águas de março costumavam fechar o verão

Alimentamos pensamentos utópicos

E usamos a biodiversidade como fonte de inspiração

Vejo uma senhora vendendo balas em frente ao metrô

No campo, máquinas substituem o agricultor

Imagino como era tudo no tempo do meu avô

Quando não existiam telefones celulares, garrafas pet e nem isopor

Dos bangalôs da Tailândia aos barracos do Vidigal

Dos iates em Ibiza aos soundsystems em Trenchtown

Há algo que move a todos com a mesma força vital

A busca da felicidade e a realização pessoal

Se canta com força, com força a vida

Mantém essa chama que há em você no peito contida

De relance me vejo pedalando um camelo

Coqueiros e areia em primeiro plano e ao fundo um navio petroleiro

Calotas polares derretem e modificamos códigos genéticos em nome da ciência

O Homo se diz Sapiens, mas o que mais parece lhe faltar a sapiência

Que o espaço-tempo é curvo, Einstein provou a partir de um lampejo

Realmente não sei se o que você chama de verde a mesma cor que eu vejo

Alheia a isso, a maioria continua exaltando o luxo e a propriedade privada

Esquece que caixão não tem gaveta

E que dessa passagem, a aprendizagem é a única bagagem levada

Mas há crianças, há sorrisos, há o Maraca domingo

O panorama não agrada, mas não há porque se desesperar

Pela simples noção de que é uma dádiva estar vivo

De que os caminhos são lindos, e é necessário caminhar

Se canta com força, com força a vida

Mantém essa chama que há em você no peito contida

Se canta com força, com força a vida

Mantém essa chama que há em você no peito contida