Vileiro

By Flow MC

On Vileiro

Released on August 1, 2011

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[Verso 1]

Avesso do que cê prega, negão, nós é vilão

Kit Negretti da maloca a mais moderna versão

Entrega os grude, os Robin Hood não dá cabeçada

Titan CG, jaco de time de viseira espelhada

Nunca cai no erro porque nunca dá boi pra tragédia

Pra cavalo malandrão tem regra e os lek puxa a rédea

Mó bagunça parça, funk estrala no quintal

Meus dente mostra que o clima tá totalmente normal

Só solta o verbo na hora certa analisa o terreno

Sua malicia pode de uva virar veneno

Na vivência tem os vilão, tem os famoso vacilão

Sobra aquele que é jão e o aprendiz que é novão

Fazer um din, né queridão, só pra goma fortalecer

Se tá difícil autoridade nós não pode obedecer

E se enquadrar: "Ô, doutor, só tô fazendo meu cash

É trash, mas do governo com nós não há quem feche"

Sem carta de Kenner no pé que muda a marcha

Ideia errada de quem pensa que os vagabundo se acha

Mas não é, de boné do bonde bolado esquadrão

Vendo as morena jambo que brota no alto do escadão

Cacheado de shortinho, eu já sei o que é vida

Coisa boa da vila que cura as ferida

No 12 de motoca ou chapiscando parede

Tamo em busca do melhor, ambição que mata a sede


[Refrão]

De polo listrada e o cabelo na escovinha

No ritmo da vila que deixa bravo os coxinha

Com os menino na bagunça e no corre do dinheiro

Vai pra grupo os maloqueiro ligeiro, é nós, vileiro

De polo listrada e o cabelo na escovinha

No ritmo da vila que deixa bravo os coxinha

Com os menino na bagunça e no corre do dinheiro

Vai pra grupo os maloqueiro ligeiro, é nós, vileiro


[Verso 2]

Cada posto de avenida é um deserto sem água

Lotadosde anti-heróis e metralhadoras de magoa

Deleite na madrugada, cena louca sob seda

Mácula de frustração faz sonho ser marmita azeda

Cigarro solto, giz de sinuca, capuz

Descendentes dos ladrões que morreram com Jesus

O que foi ódio em rodapé e pinga artesanal

Hoje é o camisa 10 da gávea dono do Taj Mahal

Premissas de má sorte vindos da fundação casa

Querubins do asfalto fazem da Hornet a asa

Capricho de voar sem tirar os pés do chão

Levam num tesão sem freio estilhaços de frustração

Atos de heroísmo com marca de rubéola

Que só vai pro céu quando bombeta for auréola

Arroz de cesta básica e kariri com mel

Tsunamis de neurose tem o som de Nextel

Minha vila é romance e dramas sob um véu

Junto ao sorriso de vadia da jazigos de troféu

Interpérie é carretel só laça quem tem a manha

Mas mente blindada não vira boi de piranha

Cilindrada assanha bombocado bombom

Ela quer a garupa, ele marca de batom

Mesa de bar traduz ditado em doses de pinga

Uns nasceram pra ser Batman, a gente pra ser Coringa


[Refrão]

De polo listrada e o cabelo na escovinha

No ritmo da vila que deixa bravo os coxinha

Com os menino na bagunça e no corre do dinheiro

Vai pra grupo os maloqueiro ligeiro, é nós, vileiro

De polo listrada e o cabelo na escovinha

No ritmo da vila que deixa bravo os coxinha

Com os menino na bagunça e no corre do dinheiro

Vai pra grupo os maloqueiro ligeiro, é nós, vileiro