Released on November 13, 2012

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[Verso 1]

Pode parar, de buxixo não me vem falar

Deixa o vileiro trampar, é rap pode assinalar

Fica tranquilo, negô, cê pode até gingar

Mas não pode me xingar

Se você não se embalar, vim do Ipiranga

Morte ou independência

Na fé, a resistência, rua pesa na essência

E a inveja? Praga que lateja quem um sonho almeja

Bôbo, corpo fechado e ele pragueja

Só não me empaca, fica ligado na placa

Homens trampando, saca? A mó cota na caca

Capacidade não basta se não há força no foco

No copo, toco, não mosco, senão nos beat não dropo

Nas rap, topo, aposto rimas, num liga se é sarcasta

Com a firma, no dia a dia, o negão aqui pasta

Dinasta com as tia, vagabundo, mas trampo

Dos outros, nada arranco, só arranco a mais no campo

Cê mosca

[Refrão] 2x

Eu arranjei o meu dinheiro trabalhando o ano inteiro

Arranjei o meu dinheiro trabalhando o ano inteiro


[Verso 2]

Mó pique, eu não aplico, e sem chilique, cê quer Nike?

Ou ver as nick mirage, mó bobagem, e esqueçe do mic

O que convem quando cê tem?

Se cê não tem, quem é que vem?

Quando cê tem, quantos que vem?

Quem quer ser seu parça também?

Não, nem vem, hein, sabe bem perrequeiros vem

Curtição preferem, perreio não querem

A minha vila é camomila, claro, sempre tranquila

Cê quer saber? Tem que seguir é todas regras da cartilha

Tem menor que é alado, não mosca, tudo treinado

Precoce no respeito, envergonha velho safado

E os cara quer saber, por que que é maltratado

E os cara quer beber e bagunçar, não, aliado

Realista e franco só pega no tranco

Odio arranco, se eu não manco

A várzea, alavanco, as magoas, estanco

Não fica balão, cê quer subir mais não tem gás

Não mistura as idéia, é potável contra água rás

[Refrão] 2x

Eu arranjei o meu dinheiro trabalhando o ano inteiro

Arranjei o meu dinheiro trabalhando o ano inteiro