Released on March 23, 2018

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[Refrão]

Sufoco

Respirar dói tanto

Sem foco

Estendida a um canto

Penso respirar dói tanto

Sufoco

Sinto o ar a entrar em blocos gigantes

A perfurar fazer feridas gritantes

Respirar dói tanto

Morri, deixaram-me o corpo sem alma

Assaltada. Agora sou tão nada

Tão fraca

Tão nada


[Verso 1]

Para mim acabou o mundo

Vi que o poço não tem fundo

Afundo mais ao passar de outro segundo

Tudo em mim sucumbe

Eu já nem me aprumo

Crânio sem prumo

Presumo

Não há mesmo rumo

Eu agora já nem durmo

Olho o escuro toda a noite

Oito horas a pensar na foice no capuz

Foi-se a luz, mas porquê se eu

Nunca pus a cruz

No quadrado que pedia a cruz?


[Refrão]

Sufoco

Respirar dói tanto

Sem foco

Estendida a um canto

Penso respirar dói tanto

Sufoco

Esmurraço a parede inteira, inteiro-me

Dor física ao pé disto é brincadeira, enterrem-me!

Dói tanto, mas tanto

Morri, deixaram-me o corpo sem alma

Assaltada. Agora sou tão nada

Tão fraca

Tão nada


[Verso 2]

Odeio o reflexo do que sou

Só quero partir espelhos começou

O nojo do que vejo

Estou a mais, sobejo

Subo meio degrau almejo

Ajuda para sair

Ninguém me está a ouvir

Possa! Só eco no poço

Aperto ao pescoço

O que o diabo trouxe

De repente eu ouço "acorda

Manda a corda cá para cima

E trepa até ser presa a dor

E tu, presa, predador"


[Refrão]

Sufoco

Respirar dói tanto

Sem foco

Estendida a um canto

Penso respirar dói tanto

Sufoco

Ressuscitar dói tanto

Tranco-me a aproximações

Tranquila a ouvir canções

Sobre estas lições da vida

'Tou viva!

Ressuscitar dói tanto

Deixaram-me o corpo sem alma

Assaltada. Agora sou tão nada

Tão fraca

Tão nada