[Refrão]
Sufoco
Respirar dói tanto
Sem foco
Estendida a um canto
Penso respirar dói tanto
Sufoco
Sinto o ar a entrar em blocos gigantes
A perfurar fazer feridas gritantes
Respirar dói tanto
Morri, deixaram-me o corpo sem alma
Assaltada. Agora sou tão nada
Tão fraca
Tão nada
[Verso 1]
Para mim acabou o mundo
Vi que o poço não tem fundo
Afundo mais ao passar de outro segundo
Tudo em mim sucumbe
Eu já nem me aprumo
Crânio sem prumo
Presumo
Não há mesmo rumo
Eu agora já nem durmo
Olho o escuro toda a noite
Oito horas a pensar na foice no capuz
Foi-se a luz, mas porquê se eu
Nunca pus a cruz
No quadrado que pedia a cruz?
[Refrão]
Sufoco
Respirar dói tanto
Sem foco
Estendida a um canto
Penso respirar dói tanto
Sufoco
Esmurraço a parede inteira, inteiro-me
Dor física ao pé disto é brincadeira, enterrem-me!
Dói tanto, mas tanto
Morri, deixaram-me o corpo sem alma
Assaltada. Agora sou tão nada
Tão fraca
Tão nada
[Verso 2]
Odeio o reflexo do que sou
Só quero partir espelhos começou
O nojo do que vejo
Estou a mais, sobejo
Subo meio degrau almejo
Ajuda para sair
Ninguém me está a ouvir
Possa! Só eco no poço
Aperto ao pescoço
O que o diabo trouxe
De repente eu ouço "acorda
Manda a corda cá para cima
E trepa até ser presa a dor
E tu, presa, predador"
[Refrão]
Sufoco
Respirar dói tanto
Sem foco
Estendida a um canto
Penso respirar dói tanto
Sufoco
Ressuscitar dói tanto
Tranco-me a aproximações
Tranquila a ouvir canções
Sobre estas lições da vida
'Tou viva!
Ressuscitar dói tanto
Deixaram-me o corpo sem alma
Assaltada. Agora sou tão nada
Tão fraca
Tão nada