Qualquer lugar que eu me deito

Expõe meu corpo ao raro efeito

De destrancar o infinito e me jogar

Em todo desejo sem me contestar

Convenço a estátua a se mover

E faço a prata corroer

Sou a onda que vai sempre transcender

O espaço

Que estiver

Convém me atirar de vez no atemporal

Vazio tridimensional

E já não dá mais trabalho pra me entender

Corpo arbitrário a se еsvanecer

E quando a corda se cortar

Minha mеnte acorda pra lembrar

Que a onda sempre vai se propagar

No espaço

Que estiver