Não sei se é sonho, se realidade

Se uma mistura de sonho e vida

Aquela terra de suavidade

Que na ilha extrema do sul se olvida

É a que ansiamos. Ali, ali

A vida é jovem e o amor sorri

Talvez palmares inexistentes

Áleas longínquas sem poder ser

Sombra ou sossego dêem aos crentes

De que essa terra se pode ter

Felizes, nós? Ali, talvez, talvez

Naquela terra, daquela vez

Mas já sonhada se desvirtua

Só de pensá-la cansou pensar;

Sob os palmares, à luz da lua

Sente-se o frio de haver luar

Ah, nesta terra também, também

O mal não cessa, não dura o bem

Não é com ilhas do fim do mundo

Nem com palmares de sonho ou não

Que cura a alma seu mal profundo

Que o bem nos entra no coração

É em nós que é tudo. É ali, ali

Que a vida é jovem e o amor sorri