Released on November 28, 2016

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[Verso 1]

O céu azul aqui também escurece

Como cê sabe, nem tudo é o que parece

Na rua plana em que a mente sobe e desce

Pensa-se tá na hora de uma prece

Preso na solidão por opção na prisão

Que sozinho criou um covarde

Ou alguém que desafiou

Leis e regras que um homem criou?

Regras que um homem criou?


[Verso 2]

A milhão indo na contra-mão

Devido isso não dorme a uns dia

Alto consumo de porcaria

Enquanto a louça cresce na pia

E o cinzeiro vira um castelo de cinzas

Uma alma, uma aposta, uma vida

Sobe num elevador em busca da fonte

Se não virar, volta pro 12

Volta por 12


[Verso 3]

3 da manhã em algum lugar

Tem fogo na rua e atiraram pra matar

Drogas, vem via cais, perigo aos pais

E alguém aqui jaz

Mas nasce esperança em forma de criança

Mudando algo, onde não tinha mudança

Glória, foco, antes do óbito

Sem precisar ter o diabo de sócio


[Outro]

Ai, irmão, agradece ai pelos bagulho que cê mandou

Logo menos tô encostando ai na quebrada também, tá ligado?

Voltei no semi-aberto ai, manda um beijo pra mãe, pra vó, pra família ai

Cê tá ligado né moleque, agora cê é o homem da casa ai, tá ligado?

É, pode pá que é noiz, se precisa ai é só encosta lá nos menino lá que a ferramente ta encima

Tô trancado mas é daquele jeito ainda, o corre é o mesmo

Firmeza, moleque, fica com Deus ai e um abração