Ao Som do Mar e Do Vento

By Fausto

On Crónicas da Terra Ardente

Released on 1994

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Com todo este sentimento ao som do mar e do vento

Ao sou do vento e do mar

Carregados de uma banda e tão pouco da outra

Tão boiantes daquela desengonçados na rota

Penetrando a grandeza os oceanos das ilhas

Servia a quilha de costado e o costado de quilha

Ventou-nos o vento ventou por mil invenções e maneiras

Ondas e águas pelo ar em borriscadas e chuveiros

E no corpo da nau de rastos na tolda nos mastaréus e até por fora do casco

Já tudo são folias pandeiros e zombarias

Vão em nossa companhia em grandes festas multicores

Muitas aves mariscando e muitos peixes voadores

Uma turba de baleias em bailes borrifos são elas

Rompendo neste mar de rosas manchas de ovas de aguarelas

Vém até nós daqueles céus infinitas andorinhas

Que no sabor ninguém sabia se eram carnes ou sardinhas

Sem St. António que os doutrine há peixes feros

Tão danados fruscos e mal encarados

E tudo são folias pandeiros e zombarias

Contemplando dos chapitéus o movimento dos céus

E carteando o sol tão bem meu bem eu circundo

Nas derradeiras partes do mundo

Só p'ra te abraçar e beijar com todo este sentimento

Ao som do mar e do vento

Ao som do vento e do mar

Aguenta o barco altos mares convocados pelos ventos

Com que arfava e metia muito pelo barlavento

Senão quando um marinheiro aos saltos pelo desconjunto

Gritou que se dava já antes de mais como defunto

E aponta a onda que de muito longe chega levantada

Sobre ela vinham foliando vultos negros em manada

Mas passa o mau e o desditoso

Tudo se esquece acabou-se

O que foi passado passou-se

E tudo são folias pandeiros e zombarias

Contemplando dos chapitéus o movimento dos céus

E carteando o sol tão bem meu bem eu circundo

Nas derradeiras partes do mundo

Só p'ra te abraçar e beijar com todo este sentimento

Ao som do mar e do vento

Ao som do vento e do mar