Released on July 10, 2015

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[Faíska]

Fome, perante a sociedade não causa polêmica

A não ser em grupo de estudo, estuda nas faculdade acadêmica

Arte cênica, cínica, interpreta a mímica

Sua maior pretensão no momento

É ele poder comer e se internar na clínica

Na gula teu instinto de caça ele prova pra si que ja tá preparado

Mas nelas suas contas já cometeu bem mais que 7 pecados

E quantos tavam do lado, chegado, regado é fartura

E corre na hora de trincar com os rango na mistura

Aqui fi não é pula-pula, até o osso do instinto implora

Que eu busque a motivação e o discernimento pra ver se explora

Um lugar pra poder plantar, poder cultivar sem entristecer

Boldo com alface, um pé de pimenta, café e larica pra abastecer

Fazem de tudo pra te convencer, lançando produto pra intoxicar

E o pódio é o pescoço do adversário pra essa fome saciar

E se eu te falar que não vai amaciar, tu vai sentir o efeito na pele

Vai ver o bolso lassiar e ver onde os quesito interfere

É verdade, eu tenho acumulado um excesso de tensão

Já há algum tempo eu me organizo pra invadir a programação

E vai pensando que ta bom, cê não sabe nem da metade

Um vasto campo pra relatar do habitar, conjunto ou cidade

Vou falar na sinceridade distorcer cê pode tenta

Mas a azeitona no prato dos outros sempre parece ser mais suculenta


[Verso 2: Valente]

Chegando a dona gula, irmã da senhora cobiça

Pra buscar o que é seu e mais o que conseguir com a malícia

De abusar!

Sempre querendo mais, nunca ficar com pouco

Quer usufruir do que é seu ja bisoiando o que é dos outros

Ai não!

Prima inveja deu o papo mandou tirat tudo que é dele

Que eu to cansado do mesmo e hoje eu vou querer daquele, lá

Aham! Pegar o quanto eu puder levar isso continua

Enquanto a grama do vizinho for mais verde do que a sua

Nesse país podre, podre, de tantos desiguais

Sou de onde o bagulho é loko e quem pode mais come mais

Podre!

Com os rango descendo podre, os egoísta querendo é

Sabe como é né, vendo não tô com fome e to comendo (óh)

Mente blindada não rende aos desejos, dinheiro não me manipula

Outros manos também teve escolha

E fizeram a sua entre ideologia e gula

Mantenho minha essência pura

Sem ideia de puta, mas mula jamais

Só que se for pra ter, eu também quero meu truta

E quero pelo menos mais


[Refrão]

São vários verme se envolvendo e tão na fome

Se você deixa até se envolve, se envolve

Mas, pra ter esse prato tem que ser sujeito homem

Se não guenta comer não come, não come (irmão)

Malucão tá só bisoiando é o mesmo corre

Vi que essas fita me consome, ganância aqui até escorre

Interfira no que fere

Cuidado! Aqui do pecado se morre


[Verso 3: Faíska]

Hã! Gula

Gula no rap, gula na vida tenta burlar o que lhe foi vetado

Com vários dedos que aponte eu nunca te vi na fila do bom prato

Somativa de peso, faminto estomago ileso

E se gula fosse crime certeza nois taria preso

Bem que o espaço compensa, larica e fumaça densa

Mostrando vários reflexo de um pecado e uma sentença

E não é só desgraça? Pensa! Difícil de acreditar

Com o imposto lá estampado na sua face pra aceitar

Calcular, revoltar e paga! Não dá pra fugir, eles cobra

E o governo não adverte, nois que é a massa de manobra

Faíska e Valente, várias vertente pra resumi

Que tanto problema não afeta quem disso vai se suprir

Realidade sem chantily, dilacero verso esculpi

Tem sano que eu não engoli que ia ser foda pra digerir

Falando de gula a fita é poder comer sem miséria

E se não houver desperdício até ta desculpado, anota

Enzima circula e faz seu trajeto dentro da artéria

E sempre falta pra alguém se você ultrapassar sua cota


[Refrão]

São varios verme se envolvendo e tão na fome

Se você deixa até se envolve, se envolve

Mas, pra ter esse prato tem que ser sujeito homem

Se não guenta comer não come, não come (irmão)

Malucão tá só bisoiando é o mesmo corre

Vi que essas fita me consome, ganância aqui até escorre

Interfira no que fere

Cuidado! Aqui do pecado se morre


[Scratches/Colagem]