Perspectiva

By Estraca

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Released on July 17, 2017

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[Letra de "Perspectiva"]


[Verso 1]

Lanço mais uma track, beat, boombap na back, respect

Repete, 'tou fat, meu set na net embalado em pack

Nova gera do rap, moleque compete para cheque no leque

Volta Chullage e traz o Valete

Elite, não click, não feat, não kit na street

A transmitir aquilo que mais ninguém transmite

Palpite sentido, convite para eu ir, 'tas VIP

Rap é mais do que um bom refrão

Juntamente com um bom beat

Eu não herdei, lutei, tentei, ganhei

Pensei, sonhei e houve alturas que hesitei

Vacilei mas não parei, apreciei, estudei a lei

Sintonizei, meti no play o rádio velho que eu comprei

Eu estou ciente, conscientemente, loucura aparente

Espalhando a língua lusa de Itália ao Médio Oriente

Independente, diferente ou crente, com fé na vertente

Faço aquilo que ninguém fez

Com aquele rap que ninguém sente


[Refrão 1]

Bati no fundo, sim, calma um segundo

Ontem rimava no quarto, hoje nos palcos do mundo

E facundo, vagabundo, sim, calma um segundo

Respeito, amor e rap, coisas que nunca confundo

Bati no fundo, sim, calma um segundo

Ontem rimava no quarto, hoje nos palcos do mundo

E facundo, vagabundo, sim, calma um segundo

Respeito, amor e rap, coisas que nunca confundo


[Verso 2]

Vem com promessa, boa peça, não interessa, tanta pressa

Ainda tropeça, não stressa, boy, regressa

Fala, confessa, eu sou mais cabra do que a Vanessa

Tenho o meu produto à venda mas não vendo com conversa

Não sou tendência, nem sequer tenho aparência

Mas vivência, consciência, dando voz à minha essência

Excelência, experiência, dando voz à minha ausência

Sem ciência, paciência, transparência , persistência

Não sei, estás a sentir

Notei, estás a mentir

Tentei para conseguir

Ganhei a construir

A progredir e a cuspir, a evoluir sem competir

O que é meu ninguém me tira e o melhor estará para vir

Data agendada, mais um mail ou na estrada

Sem agente, minha voz por mim mesmo agenciada

Sem fachada, a sério "broda", sem cunhas na caminhada

O teu pouco para mim é muito porque ontem não tinha nada


[Refrão 2]

Só rimas pouco originais, todos com cara de mau

E com vidas ilegais

No rap a competir para ver quem vende mais

Iludindo a pitalhada para tocar em festivais

Só rimas pouco originais, todos com cara de mau

E com vidas ilegais

No rap a competir para ver quem vende mais

Iludindo a pitalhada para tocar em festivais


[Verso 3]

Ainda sinto os arrepios, assobios e desafios

Pensamentos doentios, sombrios, levam desvios

Caguei nos elogios tardios, caguei nas views

Sem guita, sem nome, concertos vazios

Não compliques, não hesites, não duvides

Fala amor ou bandidagem, ou se não faz uns bons feats

Deixa-te de palpites, não me irrites, tem limites

Trabalhar juntando guita, comprar beats, fazer clips

Faz doer tar a fazer o que eu não queria fazer

Preferia fazer rap, trabalhar sem receber

Enriquecer basta ceder, basta querer e concorrer

É rimar aquilo que bate para o teu som poder vender

Tu querias e merecias, sentias o que fazias

Mas rap com conteúdo só abrange as minorias

Ontem eram terapias, rimas e melodias

Hoje é música vazia feita para mentes vazias


[Refrão 2]

Só rimas pouco originais, todos com cara de mau

E com vidas ilegais

No rap a competir para ver quem vende mais

Iludindo a pitalhada para tocar em festivais

Só rimas pouco originais, todos com cara de mau

E com vidas ilegais

No rap a competir para ver quem vende mais

Iludindo a pitalhada para tocar em festivais