Released on February 3, 2017

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[Verso 1: Djonga]

Depois que mataram Luther King

Me falaram: "neguinho you don't have a dream"

Eu pensei se eu não tô morto

Pelo menos i have a drink

Dispensando várias gatas, só porque eu amo a mais gata

E pelas gata se mata, é um bom motivo para dar a cara a tapa

De campana, Kenner invés de Havaianas

Louco a mais de uma semana

Desencapa pra companha as Brahma

Vivemos como queremos, gastamos como podemos

Nem sabe de onde viemos, deuses vivos então oremos

Em memória de bandido, que hoje em dia é raça extinta

Liberdade João Marcelo, vamos ver quem tem mais tinta

Finta, drible perfeito

E a verdade é que essa noite eu so quero matar o prefeito

Pelo menos por um dia ver meu povo satisfeito

Criança perto do leite é criança longe do leito

E um salve pra minha quebrada, reforçada e destravada

Que os moleque é braço forte, não vai se render por nada

Nunca incentivei o errado, é questão de condição

Se a condução dos projetos tá pra além de opinião

Se a câmara dos deputados é a câmara secreta

Espera reunir geral que é bobo e verme sai da reta

Tô na razão os boy assusta eu to no porte

Eu vou matar nem perguntei, não preciso de Avaldemort


[Refrão: Todos]

Registrei o que na vez cê falou

Que nos é cirurgia, causa fria pro doutor

Já falei nem vem, para de caô

Palavra é malagueta nas ovelha do pastor


[Verso 2: Gustavo BP]

Tenta te explicar um pouco do jeito que penso mano

Te garanto que não vai entender nada

Mas joguei numas linhas pesada com o Djonga

Pra essa pedrada

E eu não quero só fatia do bolo

E não pensa que por isso sou tolo

Pra dormir de cabeça vazia, de quase tudo fazia

Hoje é o dia da mundança e não solo estoy

Cantando el plano, com mi hermanos, saldamos

Olho terceiro em que fé depositamos

Representamos e junto nos vamos ao topo

Mais isso é pouco, viemos do nada

Então vamos fazer valer toda essa nossa caminhada

Por que são novas eras, velhos tropeços não serão aceitos

Escritas antigas já diziam:

"A verdade se encontra no seu recomeço"

Que não importe o valor do seu berço

Que não importe se reze no terço

Que não importe, o que importa hoje em dia

Que nosso mundo é virado ao avesso, porra


[Refrão: Todos]

Registrei o que na vez cê falou

Que nos é cirurgia, causa fria pro doutor

Já falei nem vem, para de caô

Palavra é malagueta nas ovelha do pastor


[Verso 3: Caionab]

Metade do que sinto é lodo, outra metade é troco que

Querem em troca do que passo pro caderno é fogo

Queimando e as labaredas são o que colho da fonte

Motivo indigesto pra tirar minha fome

É mato igual semblantes

Diários sempre mascarados em seus codinome

Retardatários, repetidores dos erros de ontem

Eu digo meu inimigo se esconde na Phantt

Na essência mistica onde o próximo ciclo se esconde

Telepatia é movida a cigarro e birita

E muito atrás dessas cortinas sei que tem bang mocado

Sou bom de faro

Estrala o mal Quando se atinge a origem do pacto

Quando se permite deixar de ser fraco

A inveja vive em seu declínio, é o fardo

Releio a história da memória em que a vida era plena

Seguindo os passo de quem planta na mente a colheita

Pela esfinge somos três retalhando os problemas

Em prol do despertar conjunto eu vou sujo na espreita


[Verso 4: Allef AB]

Procurando palavras só pra poder transmitir

Todo esse Karma que é uma arma na sua cabeça

E quer te sucumbir, tio

Mentiu, nem viu, possuem mentes Herméticas

Sem ética, frenética é minha energia sinética

Não fujo, abuse do uso do conhecimento

Nesse percusso que quero é me mofar

Pois já cansei de todo esse discurso

Sujo, a esfinge chegou, nesse recinto

Aperte o sinto, vamos ativar o seu instinto

Tipo faminto aqui no meio desse limbo

Esfinge chegou, sujo, sujo, sujo

Só mais um estranho nessa feira de ideais

Buscando meus ganhos e indo atrás com os reais

Tanto faz pra mim se eu não consigo te surpreender

Tenho ainda vários tropeços e mais ainda o que aprender, fi

E vi, poucos correr, e vi, muitos fugir, e vi, poucos vencer

E vi, muitos cair, e vi, a solução na ponta da caneta

Que cê ajoelha e reza, ou então cê abraça o capeta


[Refrão: Todos]

Registrei o que na vez cê falou

Que nos é cirurgia, causa fria pro doutor

Já falei, nem vem, para de caô

Palavra é malagueta nas ovelha do pastor