Released on March 10, 2021

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[Intro]

Qual é o God da minha geração

Eu sou o bode para tua expiação

Isto é uma ode à minha geração

Isto é uma ode à imaginação


[Verso 1]

Isto é uma ode à minha imaginação

Aos dias que passava abjecto de qualquer noção

Eram horas sob o manto do hipocampo ao serão

Criar memórias, são glórias desses tempos de ficção

Centrava fora sem demora nessa obra era a cor desses murais

Rezava a hora da aurora

Luz brotava com os meus sonhos nos vitrais

Só não me peças mais

Ser como aos ancestrais

Respeito os passos mas eu voo para outros locais

Eu da janela via o mundo era uma tela

Imagino abro a cancela, largo a cela, pinto essa aguarela

Eles não são reais

Esquece esses virtuais

Eu ponho o ponto dou o I às pedras racionais

É sem cautela, eu alargo essa fivela

Para ires sem qualquer trela sem tutela fica a fontanela


[Verso 2]

Não me puxes à terra por ti

Pra não tentares esse voo até mim

Eu nunca vi quem cegasse assim

Por querer ver para lá desse fim

Enfim eu crio a partir do vazio

Fechado em mim próprio o jardim é sombrio

Mas rompe esse sol se eu não quero frio

Fecho os olhos e vejo luzio

Criança sê homem, sou homem-criança

Achas demais o que eu acho esperança

Vês tempestade eu vejo bonança

Criar tem mais peso na minha balança

Sou Sidartha com Esparta, coragem sem farsa

Com a mente afiada q'eu corto a desgraça

Esta ode é Samsara, que a alma perspassa

Deixo o meu legado s'entro nessa barca

Não Caronte, nunca hei de estar pronto

Atraca-me o barco não sais deste porto

O peso dos sonhos afunda-te logo

Que o nexo é claro não leves o louco

Louco por saber que nessa vida que eu levei

Pouco por conter ainda tanto que eu não dei

I'll never fade away

São as palavras de Kdot the great

I'll never fade away

Sei que no fim também é o meu fate

I'll never fade away

Agarra-te a ti e eu ensino o conceito

I'll never fade away

Eu vivo do sonho pra viver direito