A Morte É Só O Início

By El Sayed

On Purgatório

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Deus e o diabo lutam, meu coração é o seu ringue

Será que vale a pena sonhar, pergunta a Martin Luther King

Que se atreveu a ver na terra de cegos foi pedinte

Mas em 39 anos de vida mudou todo o século XX

Ninguém à face da Terra, nem homem nem mulher

Só Deus é dono da verdade eu cá só lhe pago aluguer

Desembrulho a realidade, cai a máscara de ferro

Quando a vida nos rapa o orgulho à máquina zero

A sério tu não me conheces, não é, fama que eu quero

Protesto contra o teu clero, pudera chamam-me Lutero

Pensavam que estava acabado por milagre eu recupero

Otários anestesiados, eles não sabem como é que opero

Cansei-me do velho eu suicidei-me, pus os dedos na tomada

Perguntei o truque a Jesus Cristo e ressuscitei mesmo do nada

Está visto que não desisto porque isto é a minha jornada

Nesta terra onde só o cemitério sabe o que é igualdade

Mas eu sairei deste mundo a rir, quando cumprir o meu compromisso

Sairei deste mundo a rir quando cumprir o meu compromisso

Liricismo mais profundo eu não me deslumbro com o que é postiço

Que se lixe a sorte isso não importa preciso é de ser forte por isso

Thanks a lot se me deres a morte, porque a morte é só o inicio

Dás para rato tipo que és o Mickey tu desliga-me o Disney Channel

Banda sonora é Heavy Metal neste mundo de loucos onde mora o Devil

Enervo-me de ser seu servo, elevo-me para outro level

A pele é só superfície, I go deep tipo Makiavel

Atropelo todos esses jealous tipo jipe na cascavel

Sou um escriba e a minha escrita é este scrabble que tenho no cérebro

Não percebes, meu sangue ferve, caguei que esses wacks não sintam

Não ouvirei voltei do inferno, tenho os ouvidos cheios de cinza

É um sufoco, fico rouco e tenso, o lago de fogo é tão imenso

Cheiro a enxofre é tão intenso, nevoeiro, pesado e denso

Cicatrizes ficam sem penso mas eu sofro em silêncio

Acredito no que sinto e penso e tudo o que tu dizes dispenso

Alice na toca do coelho, feliz aquele que teve coragem

De voltar de lá olhar-se ao espelho e ainda ver o mesmo personagem

Fruto da Mãe Natureza e não de uma empresa de clonagem

Rest in Peace para os que morreram mas faço isto pelos que nascem

Mas eu sairei deste mundo a rir, quando cumprir o meu compromisso

Sairei deste mundo a rir quando cumprir o meu compromisso

Salto a pés juntos para o precipício, para mim a vida é um improviso

Que se lixe a sorte isso não importa preciso é de ser forte por isso

Thanks a lot se me deres a morte, porque a morte é só o início

Podes, matar-me holocausto, por os Órgãos num frasco como um egípcio

Por o corpo no churrasco até ao fogo esgotar-se nunca matarás o Espírito

Mas quem anda no fogo queima-se, daí que o diabo, manda-me mails

Mas só Deus manda no jogo e dá-me novo fôlego, para andar neste Hunger Games

Presença estranha ninguém me acompanha por isso eu não venho pelos troféus

Mundo é fachada que não ama a Verdade e quer me sentado no banco dos réus

Fui ignorado exilado, isolado, num metro quadrado nos Pirinéus

Mas subo a montanha com crânio de titânio empenho do tamanho dum arranha céus

Isto não é Nike nem Adidas é mic e batidas, avisa o enfermeiro que não pode implantar chip

Prisioneiro da Matrix cativeiro como Auschwitz, governado por dinheiro de banqueiros em Wall Street

Que provocam crises querem manifs para que o povo se revolte e se canse

Garantindo ter o antídoto para que o anti-cristo avance

Mas eu sairei deste mundo a rir, quando cumprir o meu compromisso

Liricismo mais profundo não me deslumbro com o que é postiço

Que se lixe a sorte isso não importa preciso é de ser forte por isso

Thanks a lot se me deres a morte, porque a morte é só o início