El Appleton, super herói com prazo
Vem para avaliar o caso
E a seguir vai dar o bazo
Tu não te atrevas a dizer o que é que queres, son
Mistério em pessoa, o enigma tipo Eddie Nashton
Sem sidekicks, sabes q ele recusa bros
E liga para a APAV a dizer que ele abusa flows
É neste capitulo
Que me torno num herói de culto e me vou
Tipo que este é o meu ultimo som
E assim bazo só com o publico bom
Eu nunca tive brodas
Nunca vim de modas
Nunca tipo de rodas
Puto eu fico de fora
Não fujo de fones
Mas não deixo o meu som sujo de clones
Eu não menti no meu som
Mais vale ter eco
Do que não existir
Nem sequer com um alter ego
Eu andei bué sozinho a meu passo
Tipo milhas
Mas sou tóxico quando passo do prazo
Tipo pilhas
Eu estou aqui, mas
Eu não quero escrever música pra nada
Ou alimentar a minha mente estúpida parada
Numa rubrica marada
Em que eu nunca digo a última palavra
Ya. Eu tenho rimas
A minha paciência é a única que acaba
Mas a cada rima lúcida e marcada
- Vem uma autópsia súbita e macabra
A todo o mc que surge e com a cara
Podre
Deixa a sua sua pútrida massada
Sobre
A lúdica bancada
Puto eu não posso bazar
Tar a mercê da sorte e o azar
Sem cuspir aquilo que eu posso largar
E eu não quero tar num poço a puxar corda
Prefiro andar à nora tipo que não posso com a minha sogra
Para quem achava que os meus sons eram ridículos
E agora queria ter iguais para por nos seus currículos
Porque o meu som já bate ou 2 ou 3 cubículos
O mestre solitário já com 30 ou mais discípulos
Sempre a manter o amor à camisola, right
Mas nunca sugar coated, o meu rap é coca cola light
É o puto bom
Que entra com o astuto tom
Duro, rimo sempre puro
Porque eu maturo e matuto som
Puto
Enquanto eu tou vivo
Eu sou alternativa ao alternativo
É tanto indie exposto
Que eu fico indisposto
Mas sempre com o flow nocivo
Olha para mim e ouve bem o que o Miguel diz
Eu nunca vou morrer, eu fico vivo como o Elvis