Eu, monstro

By Ekena

On Aura

Released on October 13, 2025

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Dentro desse corpo que carrego

Mora Ana, a Joana, a Maria, a Isabela

Todas elas que um dia você culpou

Lambe a desgraça alheia

Abaixa a cabeça, cala a boca e espera

Sentindo um arrepio na vertebral

Gosto de fumaça que amarga a língua

Chupam as feridas que não cicatrizaram ainda

Vejo você se transformando aos poucos

Saindo de dentro do poço

É um monstro

Eu tô me libertando aos poucos de mim

Eu tô me libertando aos poucos de mim

Eu aprendi desde cedo

Que mesmo morno eu devia gozar alto

Pra satisfazer o silêncio entre nós

Eu aprendi desde cedo

Que tudo que sangra, fere e corta a alma

Dilacerada num amargo sem fim

Eu vou desaparecer

É, juntei meus fragmentos, me joguei ao vento

Depois de um tempo aprendi a me livrar do tormento

Meus pensamentos me conduzem, eu não penso lento

Vivendo acelerada, sem disposição para os lamentos

Então deixa que eu faço por mim, dependo exclusivamente só de mim

E ainda causo espanto por ser assim

E nessa frequência vou até o fim

E não há nada que faça mudar

Dentro dessa sociedade de merda e louca

Que criaram pra te dizer

Que mulher não pode gozar nem ter prazer

Eu tô me libertando aos poucos de mim

Eu tô me libertando aos poucos de mim

Eu aprendi desde cedo

Que mesmo morno eu devia gozar alto

Pra satisfazer o silêncio entre nós

Eu aprendi desde cedo

Que tudo que sangra, fere e corta a alma

Dilacerada num amargo sem fim

Eu vou desaparecer

Eu vou desaparecer

Tô me libertando

Eu vou desaparecer