Released on April 3, 2017

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Letra de Crônico de Duzz


[Verso 1: Duzz]

Diferentes letras com os mesmos pensamentos

Diferentes letras com todos mesmos sentimentos

Diferentes letras com todos mesmos defeitos

Mesmos desabafos com diferentes efeitos

E eles querem me dar lição de moral, mas na moral

Nessa matéria são meros alunos repetentes

Cês ligam demais pra tudo aquilo que eu falo

Só que vocês não têm crédito

E eu não atendo ligação a cobrar

E agora essas cobra quer vir me cobrar

Sucuri quer se enrolar aqui no meu tronco

Mas sou macaco véio de lembrança boa

Cês pisaram na minha cauda quando eu não tinha um conto

Nem lhes conto o engraço que é ver essas mina me olhando

Baixo acima tentando entender de onde vêm essas rima

De onde vêm as nota no meu bolso, cordão no pescoço

Tão tentando entender como que eu saí do poço

Cês fogem dos seus medos enquanto eu faço laço a eles

Cês não entenderam pois a minha situação é rara

Não entenderam nem as linha simples desse verso

Cês desligaram a TV, enquanto eu tava abraçando a Samara

Não sou mais a criança de barra rasgada

Essa criança aprendeu que o mundo é podre

Não sou mais a criança de mágoa guardada

Essa criança aprendeu que tinha caneta no coldre

Essa criança aprendeu que o mundo é sujo

Mostraram pra ela em formato de brincadeira

Se assustaram quando viram ela sair da lama

Porque não perguntaram se ela tinha algum medo de sujeira

Tão batendo palmas pro sistema de ensino

Que me ensinou a ser autodidata ainda menino

Porque eles obrigam notas e eu ainda sem entender

Cês crê no Dória, mas em mim vocês precisa ver pra crer?

Então pode crer, cês querem me kickar do jogo

E essa mina me fitando quer quicar pra apagar fogo

Contaram a ela que eu sacio sede

Vampira me chupa, mas hoje sou eu que fodo estilo Blade

Vamo pra foda, let it rip, estilo Beyblade

Esses manos falam merda, escovem os dentes com Glade

Meus manos queimam verde enquanto eternizam parede

Nóiz é Velho Barreiro, cês são só Gatorade

Falando em Velho Barreiro eu quero outro shot

Nem se eu escrevesse o Dom Quixote

Quebraria aquela velha barreira

Cês odeia porque eu fui de verdade até quando foi brincadeira