Released on June 4, 2015

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[Letra de "99 shit"]


[Verso 1: Djonga]

To esperando, e sei que vai acontecer

Isso é realidade, tudo que se suceder

Mó viagem, aquilo que sempre senti

E só hoje vejo corre pro produto expremir

Já vi, muito ladrão desacreditar

Não medi peso pra me julgar

Sem olhar pro passado recente

E se esquecer que eu também tava lá

Nem se atreva

Segura o pé mané

Nunca vai ser fácil

A lei é o certo pelo certo

Errado num rola de deixar rastro

Aos manos e minas que sempre colou

Um salve e um abraço forte

Aliados de vida e de morte

De jaula ou até malote

Já entrou o nariz numa branca

Também quis ter moral de bacana

Dinamite só uma banana

Pra acabar com a graça dos cana

Nessas ruas rolou muito corre

Hipócrita e real

Irracional com os manos metal

Doidão de tubão

Cabeça no chão

Sempre rodeado de um bonde pesado

Mandando com a alma o improvisado

Meio envergonhado

Com peito apertado

Mas o que é sincero não fica entalado

Os moleque' quer o chá e é shina

O bagulho é sempre sem limite

Esse é o requinte

E depois das 20

É sem moralismo

A noite vai virar kid

Eu também quero ter meu kit

É de bumbo e clap nos beat

Vários vão tentar me calar

Mas ta normal minha luta persiste


[Refrão: Djonga]

Corpo fechado basta olhar pro lado

Pra ver os aliado

Eu to lotado

Não dou boi para safado

Corpo fechado basta olhar pro lado

Pra ver os aliado

Eu to lotado

Não dou boi para safado


[Verso 2: Djonga]

Ogunhê!

Me apego aos meus orixá

Oxossi e Ogum Beira mar

Energia pra canalizar

É forte não da pra negar

Por isso que não vão me pegar

To deitado nas mão de Dadá

Ai de quem tenta me difamar

É só isso que eu tenho pra falar

Sapato calço

Strap pra traz

Alguns aqui jaz

Eu peço é só paz

Nos beco e nas viela

É a rua e eu to nela

Num é lugar pra pela

Firme o papo do Brown

Quem num é visto não é lembrado

Mas num faço trato errado

Pra forma com arrombado

Executo minhas fita na tora

Taco o fodas no escroto que explora

A ordem aqui é agora

Pra não ter choro quando ir embora

Madroga sozinho no QG

Pro cê vê

Um maço amassado do lado

Pra baixar a pressão é só um trago

E uma letra pra fazer estrago

Eu sou o mesmo dos meus semelhantes

Percepção se aguça mais que antes

Sou gigante, infame, infante

Logo completo estou naquele instante

Olhos brilham como diamante

Lembro de Joplin garganta gigante

Fica na pilha

Olho a matilha

E nem sei por que sigo nessa trilha

Mas essa porra é tudo que sinto

Sóbrio ou com a mente cheia de absinto

Quem quiser vim tem que apertar o cinto

Pois no caminho ficou mais de cinco

A rua e a quebrada que vivo

A mente livro

Mas num é só com livro

E com som do Mob

Pro mundo stop

Em cabeça oca eu gero estoque

Maluco de catatu

Que é barato

É nóis que constrói o movi

Sou retrato

É rato conquistando espaço

Nesse filme foi todos os atos