Será que compensa prensar vontade
E fingir que o destino existe
Nem que um Deus acenda a luz hoje eu bazo
Quero tar no escuro, eu quero sentir-te
Nunca aprendo eu vivo em xeque-mate
Bue batalhas, vou cagar de vez
Tás a querer ter complexidade
Tou a lidar com damas ou xadrez?
Se o mundo acabar
Não vai haver quem tivesse
Connosco no meu quarto e saiba disto
Se a chama apagar
Não quero que haja quem saia com feridas
Ou até memo morra nisto
Deixas-me mudo, tou a tentar tudo
Pra não ter de acabar isto a parecer inseguro
Sobre o futuro de nós, e digo
Que eu nunca fico inseguro e conto só comigo
(Lá no fundo sabes bem eu conto só comigo)
Vou repetir novamente pra tu teres bem a certeza
Não é por tar contigo agora que não há mais cartas na mesa
Salta fora se o teu ego é que manda na cabeça
Que eu não vou ser do tipo que morre pra salvar a princesa
Se "tá tudo fixe", miuda então fica à vontade
Quero o "deslize", não sei se isto entra à vontade
Tira-me isso que eu fico à espera sentado
A ver se tudo é feito com intimidade e bue cuidado
Se isso é pouco, espera uns minutos e dou-te mais
Não tou "misto", que eu sei, se te apaixonares, cais
Quero ouvir-te claramente, ao som da "última dança", atento
Que essa peça não foi ensaiada com detalhes
Só talento. Sou versátil, de ouro: Versalhes
Minha patente é: cegos sentem se eu escrever braille
Tu és contingente; pródigo; ácido existente;
Flow que eu trago é eloquente, alma pertencente ao "Velho Side"
Pertencente ao Velho Side
Não fazem ideia de onde eu venho
Sozinho eu puxo o nite
Se eu tou comigo, eu tou bem, aliado ao talento que eu tenho