Released on March 2020

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Será que compensa prensar vontade

E fingir que o destino existe

Nem que um Deus acenda a luz hoje eu bazo

Quero tar no escuro, eu quero sentir-te

Nunca aprendo eu vivo em xeque-mate

Bue batalhas, vou cagar de vez

Tás a querer ter complexidade

Tou a lidar com damas ou xadrez?

Se o mundo acabar

Não vai haver quem tivesse

Connosco no meu quarto e saiba disto

Se a chama apagar

Não quero que haja quem saia com feridas

Ou até memo morra nisto

Deixas-me mudo, tou a tentar tudo

Pra não ter de acabar isto a parecer inseguro

Sobre o futuro de nós, e digo

Que eu nunca fico inseguro e conto só comigo

(Lá no fundo sabes bem eu conto só comigo)

Vou repetir novamente pra tu teres bem a certeza

Não é por tar contigo agora que não há mais cartas na mesa

Salta fora se o teu ego é que manda na cabeça

Que eu não vou ser do tipo que morre pra salvar a princesa

Se "tá tudo fixe", miuda então fica à vontade

Quero o "deslize", não sei se isto entra à vontade

Tira-me isso que eu fico à espera sentado

A ver se tudo é feito com intimidade e bue cuidado

Se isso é pouco, espera uns minutos e dou-te mais

Não tou "misto", que eu sei, se te apaixonares, cais

Quero ouvir-te claramente, ao som da "última dança", atento

Que essa peça não foi ensaiada com detalhes

Só talento. Sou versátil, de ouro: Versalhes

Minha patente é: cegos sentem se eu escrever braille

Tu és contingente; pródigo; ácido existente;

Flow que eu trago é eloquente, alma pertencente ao "Velho Side"

Pertencente ao Velho Side

Não fazem ideia de onde eu venho

Sozinho eu puxo o nite

Se eu tou comigo, eu tou bem, aliado ao talento que eu tenho