[Bridge: Diésdo]
Foi-se o físico da minha Sara Alexandra
Sinto saudades, Lima Tavares na atmosfera
Ruy Vieira, ícone que se foi, a saudade dói
Dias sem todos eles é nada fixe, Rodrigues
Coração à chorar, Mingas, lágrimas caem
E do meu abraço eles transcenderam além
[Versos: Diésdo]
Aretha Franklin, rainha da alma
Michael Jackson na inovação e na dança
Whitney Houston, a voz da esperança
Prince, revolucionário, sua marca alcança
Brown, groove eterno, passos marcados
Winehouse, melodia da vida, partida breve
Shakur, versos entrelaçados, voz potente
Notorious, íconе, tem legado que sе tece
Gaye, toque suave, história entoada
Nomes gravados na minha memória
E nas estrelas, por lá se encontra
Aretha Franklin, brilhando como luz divina
Josephine Baker, na dança que nos fascina
Diana Ross, a nota que se entrelaça
Quincy Jones, o som que não embaraça
Brown, groove marcado, passos de mestre
Montgomery, tocando em minha mente
Bob Marley, potente, poesia jamaicana
Wonder, ícone imortal da paixão humana
Rosetta Tharpe, no solo da minha guitarra
André, suave poesia, história encantada
Nomes gravados nessa xipala abençoada
Jimi Hendrix, foste pouco convencionalista
Vieira Dias, ensinou o que é ser nacionalista
Armstrong, ausente das capas de revista
Únicos que me fizeram riscar essa pista
E deram na cara de uma ceita racista
Estou sentimental, não gravarei outra pista
Diésdo, tens mãos de ouro, cantas a dor
Mas eles só querem ver a beleza da cor
Nina Simone, voz que transmite resistência
Não ligues ao resto, é fama e inconsistência
Malcolm, palavras cortantes como navalha
Enquanto brancos dançam ao som da falha
Bob lutou, jejuou e clamou pela igualdade
Mas o mundo ainda grita por liberdade
Malcolm, palavras cortantes como navalha
Enquanto brancos dançam ao som da falha
Bob lutou, jejuou e clamou pela igualdade
Mas o mundo ainda grita por liberdade
E veja, a caucasiana queridinha da nação
Feminista de ocasião, sustentada na ilusão
Leva os louros, e o talento negro é ignorado
Nomes como Beyoncé e Kendrick Lamar
Na barra funda escuridão foram deixados
Pra álbuns do ano, não têm gramofones
Estou bem disposto para citar nomes
E não venha com essa de racismo reverso
Quando os verdadeiros são prejudicados
Todos os criativos muito mais diversos
Katy Perry, Ariana Grande, Billie Eilish
Amores, também merecem sentar no trono
Se algum dia todas elas saírem do nicho
Porque o sistema só valoriza o que é pop
Escrevem para adolescentes mimadas
Enquanto gênios são colocados no flop
Veja nas entrelinhas, a injustiça é clara
Acredita, é muito clara como a luz do dia
Enquanto brancos são elevados, negros...
Caralho, na sua maioria, lutam todo dia
Possas, isso só pode ser uma grande falha
Erro de fabrico, billboards só há hype pop
A arte negra foi colocada num pequeno top
De pirraça nomeiam errado nas categorias
De pirraça premiam palhaços e vampiras
De pirraça colocam negros contra morenos
Well done, uma vez ou outra em todas galas
Há sempre injustiçados nestas patifarias
Então diga, onde está a justiça nisso tudo?
Se a consistência é tratada como entulho
É hora de acordarmos, abrir os olhos e ver
Que a beleza real há no que não queres ver
Continuo trilhando nisto com determinação
Sei que a verdade é mais forte que a ilusão
Então levanto a voz em nome da igualdade
E em memórias dos meus que cá não estão
[Bridge: Diésdo]
Foi-se o físico da minha Sara Alexandra
Sinto saudades, Lima Tavares na atmosfera
Ruy Vieira, ícone que se foi, a saudade dói
Dias sem todos eles é nada fixe, Rodrigues
Coração à chorar, Mingas, lágrimas caem
E do meu abraço eles transcenderam além