Íntimo

By DEZ

On Odisseia

Released on November 29, 2015

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[Verso 1: DEZ]

Os bons momentos estão numa secção e o sexo são momentos

Pura ligação de membros numa junção de 2 membros

É o nosso desporto colectivo preferido

Sem faltas de contacto físico

Onde a meta é o metafísico

Os corpos pingam amor no seu estado liquido

É um vício cíclico que exponho em formato lírico

Eu sigo as tuas pegadas

Nas baladas não consigo dizer metade do que sinto…

Intrigam-me as nossas intrigas mesmo que digas que não queres saber

Não gosto das birras mas gosto das pazes e do que fazes para as manter

Telefonemas infinitos, não temas os temas mais esquisitos

Como quando sonhamos em sermos ricos

Daqui as uns anos, tenho tantos planos bonitos

Sentidos no consciente mas ciente do perigo

Que digo que o ritmo do relógio traz escondido

Mas o teu conforto é o meu porto de abrigo

Eu consigo por vezes ser bruto, fruto de uma chatice

Mas se eu disse que luto é um compromisso absoluto…

E eu cumpri isso tudo!

À espera que sorrisses nas traquinices de miúdo

Ao pé de ti vi nascer em mim um puto

Se digo que passo tempo contigo é porque curto

Deste surto de momentos que temos num espaço de tempo curto

Na tua cara não pára o leite do rio, desculpa!

Não é o defeito é o feitio que tem culpa

E o orgulho disputa uma luta

E as palavras são lançadas de catapulta, carregadas em cada culpa

Eu não sou perfeito e tu também não, mas é o efeito de repulsão que tem feito a aproximação

E esta contradição não é de agora, já vem com tradição

Sei de cor a decoração, sei que te adoro de coração!


[Refrão: Miguel Garcia]

As horas passam, e o tempo pára (E o tempo pára)

A voz fracassa (A voz fracassa)

E eu sem saber se te vou ter

Se te vou ver


[Verso 2: xtinto]

Deita-te no meu braço até que o sinta dormente

No fundo já esperas que eu baze e que eu te minta novamente

Agora retornado à base e é assim que eu mato tempo

E se 'tou um bocado baço acabo do teu lado sempre

Ouçam, o Valentim não passa quando 'tou são

Visão, o cupido baza e eu nunca o vi não

Lição, vi-me em tua casa só que nunca fiz pão

Perguntam-lhe se eu lhe fiz mazela mas ela diz: “Não”

Triste no meu despiste e mesmo assim eu quis-te tanto

Mas o meu orgulho diz-te que mesmo assim não viste dano

Moribundo, vagabundo do mundo 'tou distante

O meu olhar é profundo, no fundo ele diz tanto

Ando em ruas e ruelas

Matando as tuas mazelas

Eu sei que atuas com elas

E enquanto amuas revelas (que)

Pintas o futuro em telas, senti que não posso vê-las

E apago estas velas porque sem ti não posso tê-las

A utopia que outrora via na nossa sintonia

Era magia na hora que eu conduzia a sinfonia

Contagia e devora agora o meu dia-a-dia

Porque a alegria evapora, 'tou fora da fantasia

O meu retrato é abstrato só que tanto faz de facto

No meu canto rasgo e mato, curo chagas deste embate

Tu naufragas neste barco, saudades deixam-me parvo

É ter fome do teu amor mas mandar p'ra trás o prato

Sentir frio do teu calor, guardar Satanás num frasco

Ler o rótulo e dar valor até tu saltares dum pinhasco

Eu sei que tu queres que eu baze sem outras mulheres no braço

Mas mal eu fique baço sou impasse no teu espaço

Se eu limpasse o passado juro que passava à frente o passo

P'ra mudar o futuro que é o presente que hoje traço

Eu prometo bazo, entretanto eu ouço Praso

Mas “Tempo, Amor e Saúde” tão a ficar fora do prazo


[Refrão: Miguel Garcia]

As horas passam, e o tempo pára (E o tempo pára)

A voz fracassa (A voz fracassa)

E eu sem saber se te vou ter

Se te vou ver