[Verso 1]

O juiz mais justo é o tempo, irmão, vai vendo

Lapida a alma de um guerreiro, no sofrimento

Acredite, talento cê não mato de calibre

Céu azul é lindo, mas no x te deprime

No crime contar as deverdes é fartura

Mas quero ver achar os true na amargura

Se o assunto é dinheiro, religião sem respeito

Marroquino fala até chinês pra ser burguês

E nesse pique passo uns aqui uns ali, fique

Ligeiro se chamar de irmão pura ilusão

Dá pra contar aquele que agiu sem falar

Uma tranca pra guardar e lealdade é o que há

Vai pela fama, tem doido que paga

O preço de lamber o mel na lâmina da faca

Digo é nois irmão tamo envolvido

Mas só na Gozolândia, né, só bandido

Uma mais um sei lá cê tem amigo

Mas se eu cato o banco central é tudo comigo

Por que a vida é um trem, só é de vai e vem

Não apitar na curva e não espera por ninguém

A cara é resolve quero deixar pra depois

Segredo entre 3 Tiozão mata dois


[Refrão]

Eu caminhei

Se caí, eu levantei

Dos pipoca eu me esquivei

Da morte eu não sei

Como louvor, obrigado, Senhor

Que me carregou

Testemunho!


[Verso 2]

Sente o drama gela olhos azuis

Meus olhos verdes só temem Jesus

Sem verme no caminho sem amargo vinho

Pra transformar a coroa de espinhos

Os verme deu a louca mas eu não to de toca

Se põe no seu lugar, verme fecha a boca

Desconhece o brilho leal do nosso rei

Por você ele morreu por ele eu matarei

Pedra no sapato o espírito rose

Ah de se render ao Jesus Cristo rei

Céu estrelada noite na favela

Capa do Juiz e o riso da frutela

Se preciso for eis aqui um mortal

Seguirei até o fim e morrerei de igual

A fúria da minha rima a bala faz tremer

E a mascara do verme nunca via derreter


[Refrão]

Eu caminhei

Se caí, eu levantei

Dos pipoca eu me esquivei

Da morte eu não sei

Como louvor, obrigado, Senhor

Que me carregou

Testemunho!


[Verso 3]

Vi a melhora quando eu resolvi ser eu de novo

Descolaram minhas cartas então saí do jogo

Eu conheci a solidão com mais de mil amigos

A fama é fogo trás o sangue sem cê tá ferido

No dia a dia que passa você vê quem é quem

Não é bem o quanto cê vale, pergunto o que é que cê tem

No vai e vem da adrenalina até passou batido

Passou batido mas não desapercebido

Não vai pra grupo, que eu sou crente mas não sou esquema

Se acha pouco a caminhada, (?) não tema

Revira volta volta e meia e eis me aqui de novo

O mundo gira e cria vermes deles tenho nojo

Lá do passado o que eu trago é a experiência

Eu vim do barro e vou pro barro esse não é o problema

O meu presente sei que o meu passado que fez

Mas aprendi, hoje eu vivo um dia por vez

Eu tô de volta pelo louco que ninguém acredita

Tô pelo mano que lamenta em dia de visita

Tô pelas minas que eu sei que precisam de uma ideia

Tô pelos manos que curte os detentos na favela


[Refrão]

Eu caminhei

Se caí, eu levantei

Dos pipoca eu me esquivei

Da morte eu não sei

Como louvor, obrigado, Senhor

Que me carregou

Testemunho!