[Verso 1]

Rima na rima que o som é pra firma

A valsa acabou e não é baile de debutante

Som de errante, assim querem

Me rotular não, só vou defender

Como também vou revidar

Mais nem tudo que aqui chega desce como sopa

Por isso que nem tudo que vou mandar vai ser polpa

Rasga o verbo e vem do meia volta I vai

A firma se ideia tem ou falei que não e sai

Eu mando o que penso e a voz transimite

Se a mim chegou aposte que vai ter revide

Eu disse falo comentam a violência

Sequestro a dança falam do terror que se aloja

Na cidade mais na periferia nunca foi novidade

É só tormento o pobre nunca teve justiça

E quando morre vira um numero em pesquisa

Sim já convivemos com isso há muito tempo

O que pra muitos agora é tormento

Quando não é morto aqui morre de fome se ficar o bicho

Pega

E se correr o bicho come aqui quando morre o grito fica

Mudo

Só ouvido se mexe com pexe graudo

Filhinho de papai hoje cai em bebedera fumando crack

Injetando na veia

Explicito mostrado em televisão fazendo a sociedade

Busca solução

Criando normas revendo seus conceitos

Fazendo o que já devia ser feito mais

Foi necessario playboy você se viciar para poder com

Outros olhos o gueto enxerga

Musicalmente detentos vem falando cobrando se preciso

E as vezes se impondo

Ah tempos que já mostramos essa causa

Onde o pobre era sempre o alvo central

Mais seja bem vindo pra sabe o que a gente sente é chego a hora também de se sentir

Impotente


[Ponte]

O que sopra aqui, sopra la

O choro não é um só

A lágrima não é a mesma

Problema que da nó sem melhor

Ou pior mais o que vem do

Pó retorna ao Pó, maluco é um só

Independente de quem pira assim o mundo roda

Assim a roda gira

A dor não tem a patrão e nem a morte forma fila


[Verso 2]

Tanta hipocresia imoralmente no ar quando não é

Excessão e no gueto foge a regra o problema era da

Baixa classe social sempre tratada de uma forma banal

Mais quando na real

Se percebe ameaça deixa de ser um problema só da massa

Quando pra festa se não tá

Incluido deixa de observa olha o seu proprio umbigo se

Morre tem um nome já é glorificado

Destaque em jornal sempre homenageado o filme na tv

Sua história é contada para hollywood não deixa de ver a

Nada mais se que é história de verdade vem aqui pra

Conhecer os verdadeiros

Mark o cara que luto, dando educação a filha ou

Aquele que morreu defendendo a familia

Tem muitos que não liga se exite o mal tempo

Sai de madrugada atrás do seu sustento escuta aqui não

Daria nem um flash

Não caíram o valor que se merece um pouco de

Respeito sim a gente gosta

Valor pra quem carrega o nosso Brasil nas costas

Periferia é a nação que constroi

Sobreviventes os verdadeiros heróis esse é um pais de

Um preconceito social

Banalizado regado a moral

Cheio de costume regras e sistema vive na periferia o

Seu maior problema mais

Com precisão eu emprego minha rima

C existe um culpado certo

Que vem d cima mais os governante nm age direito mi

Diga então

Porque merece o nosso respeito se quem tem o poder

Age errado o tempo todo fazendo favorecimento a moeda

De troco

A corrupção diz que é inadimicivel mais quem sempre rouba

Vira homem invisivel é e no final

De quem é cobrada a festa somos nós que pagamos com a

Mira na testa