Released on 2005

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[Refrão (4x)]

Campo minado não se sabe quando vai dispara

Tapete de morteiro, fragmentos no ar

O barato é loco irmão, pra herói ou vilão

Brilho na noite é luz, só to acabo com o som


[Verso 1]

Eh, amanheceu, faço uma presse pra aquele que me guia

Que o clarão da vela branca ilumine o meu dia

A fé move montanha em revés de aço

Tapetes de mortero desse campo minado

Sangue e dor, terror e pavor

Choro e velório pra mãe que fico

Lembrança e vingança dos truta de infancia

No ódio e na ancia foi o que resto

É o fato do campo minado

Cotidiano vilolento de final embaçado

Favela, patria abitada por pessoas humilde

Que não conhece caviar ou corrige o wisk

Perseverança e humildade agente tem de sobra

Preto, favelado com orgulho maloca

De nivel desigual, tipo wisk e cerveja

Perseguição de policia favela tira de letra

Familia tradicional, o filho mais novo

Sonhava com a RR e uns os artigo bem loco

Mais no Brasil é raro preto ter lugar ao sol

Orfão de pai e sem herança sem dom de futebol

18 anos desperdiçado em busca de um horizonte

Tento, foi infelis na fita do mc'donald


[Refrão (2x)]

Campo minado não se sabe quando vai dispara

Tapete de morteiro, fragmentos no ar

O barato é loco irmão, pra herói ou vilão

Brilho na noite é luz, só to acabo com o som


[Verso 2]

Genética precoce bomba relógio

A cada dor, a cada luta, cada velório

Mergulhado em meio ao ódio e a ganancia

Desigualdade de uma patria sem esperança

Brasil tribunal de justiça sumaria

Insano na rotativa de erros e falhas

Que se reflete no muleque muito loco de cola

Igual a ele no Brasil nasce cem por hora

Campo minado o bagulho é embaçado

Sou tradutor dessa lei

Creio naquele que me fortalece

Assim vo vencendo um dia por vez

Favela, viela, quem morre por ela

La o sistema oprime

A cada passo um soldado, recruta do crime

Desnorteado e muito loco

É só mais um de cor

Sobrevivendo num sistema que você crio

Programou, eh, cobiço os quilates

Ostento a mansão ostento o iate

O mesmo que na Globo, perde em volta do povo

De navio de avião despeja a droga no morro

Poem policia nas ruas, contrói a prisão

Bate o martelo no fórum, te da um Fuzil na mão

O inimigo é diplomado, usa terno e grava

Mais ao contrario, não se desentende se mata

Guerra do trafco, policia, acerto de facção

Por onde passa deixa um rastro, sangue e destruição

A investida social de nós não lembro

Mais criticando observa a favela no vapor

Homicidios comitidos, por quem, pra que?

Grupo de exterminio, toque de recolhe

A minha prece foi ouvida, louvado o senhor

A Rota vem pavor, apavoro mais passo

Cotidiano violento de final embaçado

Tapete de mortero, isso é campo minado


[Refrão (2x)]

Campo minado não se sabe quando vai dispara

Tapete de morteiro, fragmentos no ar

O barato é loco irmão, pra herói ou vilão

Brilho na noite é luz, só to acabo com o som