Released on 2005

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[Intro]

"Mãezinha do céu, eu não sei reza

Só sei te dize que eu quero te amar

Santo é seu nome, branco é seu vél

Mãezinha eu quero te ve la no céu"


[Interlúdio]

"Eu sou o anjo maldito que vaga na calada

Violentamente sem motivos pra risada

Sou panico na quebrada

Com o seu sangue eu lavo a calçada

Sou a prata da favela, o terror da playboyzada

O virus ebola que destroi a sua mente

Explode seu pulmão, estora a veia corrente

Sou seu pesadelo pior que inimigo

Sou a 9m.m explodindo o seu ouvido

Vila Mara, Barro Preto, Jardim Industrial

Vila Nova York, Favela Naval

Os boy géla na mira da Cicrope

Eu tipo Hobin Hood robando para os pobres

Só miséria não da, não vo me dibruia

Ai, salve os bandido no Jardim Popular

Aqui é sem massagem, burguês só se fode

Daniel Sancy camisa 9 na febre, com ódio eu destroço."


[Verso 1]

Sua corrente de ouro

Seu brage a Pagero

Não vai te faze falta amanhã no seu enterro

O brazer de linho coberto de sangue

Brasil pra quem te usa OZ passo longe

Quem sabe desce modo Deus ouça a minha voz

E pese na balança a diferença entre nós

O alcool na favela, o nóia na viela

O craque a rota, o vicio da branquela

Ou a mãe que passa mal, no funeral

Deu zica na fita do banco central

Traficante nervoso, menor de idade

Na calada foi morto, pelo Denarc

Que Deus te proteja apesar dos pesares

Acolha a sua alma e não me desampare

Olhe dentro de você

O que você ve?

Um bosta, um nada eu não quero se

Mais um pra humilha, mais um pra massacra

Com a palavra de Deus, aleluia, enrica

Eu posso ser até Alibaba no inferno

Esse pecado comigo eu não levo

Sei bem quem eu sou, entre nós chega ai

Pela a favela e a favela é por mim cuzão

O que dói mais?

Um tiro de um pm?

Ou ver o presidente mentindo pra gente?


[Ponte]

Ratatatá, Fleury e sua gangue

Vão nadar numa piscina de sangue


[Verso 2]

Eu abriria o seu peito, rancava o coração

Bebia seu sangue queimava o pulmão

Comesava com Maluf, Pitta e Vicente

Só com sangue de canalha iria da enchente

Graças a vocês eu sei roba sei mata

Mãezinha do céu eu só não sei reza

Então eu vo poupa o seu tempo e dize quem eu so

Eu sou o anjo maldito que você crio


[Verso 3]

Nesse momento eu to entrando em contagem regressiva

Depois dessa rajada vale menos minha vida

Eu sei qual é que é

Só veneno só ódio

Não bebo do seu vinho, muito menos no seu copo

Mais se fosse um empressario ou melhor um doutor

Não teria preconceito o meu dinheiro compra cor

Sentaria em sua mesa cheio de diamante

Seria um gigolo na elite dominante

Diz doutor quem eu sou?

Frentista ou lavador

Tenho carro importado ou preferencia de cor?

Eu so a maioria que vive no anonimato

Cadeia, febem, asilo, orfanato

Longe da escola sem educação

Limitado de ser visto como um bom cidadão

O lado negativo no ibope da midia

A ameaça do sistema, a esperança da familia

Na arte milenar cara a cara com o perigo

Meu raciocinio é rapido, violento e destrutivo

To na finalidade estouro o cofre e cai pra dentro

Hoje minha familia eu tiro do relento


[Verso 4]

Pode vim a rouba banco, o Garra, a Rota

Rajada, rajada, rajada a toda hora

Então vem, vem na fé, bandio eu sei qual é

To preparado pra guerra

O sistema me quer

Tipo réu primario na zona de ataque

Colaborando pra essa porra da destaque

Eu boto fogo na minha céla

Quem deve é meu refem

O Choqu8e entra eu so finado

A midia cobre tudo bem

Mais a minha familia vai chora a dor

Do anjo maldito que você crio