Quimera

By Delta9

On Vaso Ruim

Released on March 13, 2015

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[Verso 1: Pacho]

É... o jogo é sujo, mas eu não me iludo

Já sou véi de guerra, meio carrancudo

Daqueles que vai encher sua cabeça de cascudo

Se vir rebolando a jaca igual as puta do menudo

Se tu não quer ouvir, tampa o ouvido

Se não tiver respeito, pra mim tá bom ser temido

E, se quem com ferro fere, com ferro será ferido

Quem foi verdadeiro fica, mas quem não foi tá fudido

E eu pouco me fodo pra sua picadilha

Desde que ela não jogue chumbinho pra minha matilha

O que eu tenho a dizer pra quem mexe com a minha quadrilha?

Um abraço pra você e pra quem for da sua família...

Se mantenha verdadeiro, longe das interpretações tendenciosas

Porque, remédio pra filha da puta que acha que tudo acaba em festa

É ser encontrado no mato todo ensanguentado com um tiro na testa

Eu sei que é uma merda, mas a vida é essa, realidade um tanto indigesta

Regendo a orquestra da vida enquanto os homicida apara as aresta

Não mete essa, eu sei que cê não é tudo isso

Quando mais precisei você se manteve omisso

Usando suas mentiras pro seu próprio benefício

Sua porta de entrada pra beira de um precipício

Você visando puta, cash, drugs, mothafucka

Tentando preencher o vazio na alma morta

Procurando seu posto nessa guerra

Pode guardar suas merda pra alguém que se importa

A vida é loka e cobra de uma forma insana, os que matam por um nike vão morrer de havaianas


[Verso 2: Artico]

E a minha mente me engana até que a tal da ficha cai

Que o caminho que eu percorro o foco distancia mais

Vou sagaz, suave e eficaz evitando que pensamentos cinzentos

Me façam dar passos pra trás

Faço a baliza passando onde meu pé nunca pisa

Não é fazendo figa que os problemas se extinguem da vida

Tá sofrida, eu sei, mas desistir não é opção

Se fosse em alto-mar, marujo não largava a embarcação

Firmão feito muralha de mármore, rente, é quente

Nervoso, até ranjo os dente

Ciente, abro minha boca só pra te informar

Que os projetos são projéteis projetados pra frente


[Verso 3: Kiko]

Aonde os fracos não tem vez, nois mostra pra vocês

Que em terra sem leis não existem espaços para reis

Atento a cada louco que me passa

Minha visão embaça na cortina de fumaça

Mais um que se vai na tragédia anunciada

Mais um mano perdido leva tiros na quebrada

E eu me pergunto "por que toda essa pressa

Se ter paciência é somente o que nos resta?"

Se vacilar, vai ver a luz pela fresta

Vaso ruim não quebra no arremesso de pedra...