Simples

By Deau

Released on October 14, 2018

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[Refrão]

Vi muito burro

A entrar pela porta do cavalo

Se não és rato de pé rapado

Fazem de ti gato-sapato

Desculpa se eu parto a loiça

Eu quero tudo em pratos limpos

Não estás apto

Não compliques

O tom perfeito é tão simples


[Verso 1]

É a conduta quem dita o conduto

Os motivos do culto

Não são novos

Se saio da casca

É para que gemas às claras

Em bicos de pés sem partir ovos

É provável o babel

Caso eu não vá belo

Se não suportas não olhes

Se caem em mim

Como Caim em Abel

Não é saudável

Tenho quem vingue os mortos

Parceiro tu não te baralhes

Se estiveres a dar cartas na área

Guarda os trunfos que tiveres na manga

Para na altura certa recolheres a bazada

Porque se eles quiserem o ouro

Dão-te com paus

Até te virares do avesso

Ficares encurralado entre a espada e a parede

Fechado em copas

Até te encontrares seco

Não é à toa

Que quem atua diz o mesmo

Se houver molho

Só não se molha quem circula a malha do cachê

Afasta songamongas e sanguessugas do teu aconchego

Para quando o homem do crachá cá chegue

Ficar a fazer crochê


[Refrão]

Vi muito burro

A entrar pela porta do cavalo

Se não és rato de pé rapado

Fazem de ti gato-sapato

Desculpa se eu parto a louça

Eu quero tudo em pratos limpos

Não estás apto

Não compliques

O tom perfeito é tão simples


[Verso 2]

Rezas para que ceda de quatro

Só que eu faço

Para acabar como o dobro deitado

Não queres correr riscos

Escuta o ditado:

Não ponhas o nariz onde não és chamado

O fardo que eu herdo é árduo

Desde novato, vês o ar nu do vate

De sol a sol, nuvem no sovaco

Dissolve o sal e não vence o vácuo

Buli farto, buli farto

De facto, foi a bula

Com que aboli o fardo

E bani o frete de ser um bonifrate

Se der para a despesa

Estou a borrifar-me

Não há farinha para moleques

Nem pão para malucos

Quero resolver os truques desse complô

Fazer acreditar os putos, quando for oca a fé

E tirar da porta do café quem vive lá como um bibelô

O que o diploma da pluma dê pelo meio

Onde a epidemia é o pé-de-meia

Calúnia da colónia que clona o seio

Aumenta o clã na coluna e percebe a ideia

O input é o mesmo

O ímpeto eu domei-o

Enchem o saco como chibos

E eu estou cheio

Vim para partir feio

Tira o freio

Distingue a corte do resto do cortejo


[Refrão]

Vi muito burro

A entrar pela porta do cavalo

Se não és rato de pé rapado

Fazem de ti gato-sapato

Desculpa se eu parto a louça

Eu quero tudo em pratos limpos

Não estás apto

Não compliques

O tom perfeito é tão simples