Lamento

By Deau

Released on January 1, 2008

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[Verso 1]

Sou artista para lá de holofotes e fotos dos media

Escrevo em blocos notas rimas

Para cuspi-las em blocos e esquinas

Mantenho-me à parte, mas parto mais do que julgam

Como bons fornecedores, são consumidores que me procuram

A tempos ouvi rumores, Deau tem o rei na barriga

Enganaram-se todos (ui) era a minha mãe que tinha

Mc's contam o que fazem, no fim só fazem de conta

Não és mais nem menos se não te encontras atrás de uma montra

O oráculo não prevê espetáculo, mas isso não me afasta

Deixem-me só ajustar contas, para mostrar o que a casa gasta

Mantenho ouvidos de ouvintes, escuto e faço a síntese

Rappers maduros perdem o brilho

Verdes não fazem a fotossíntese

A capa e ao índice segue-se a introdução e o desenvolvimento

A conclusão é que na bibliografia

Vão todos ao mesmo testamento

Mantenho na memória, a essência do movimento

Em que as ruas eram tempo de atitudes e exemplo


[Refrão]

Lamento que tenha havido aumento de mentes dementes

Declínio de docentes decentes, hoje sentes ausentes

Potentes mentores de música

Que seduz ao cérebro e não a industria

Preservo com astúcia característica a acústica de outrora

Dou forma à fórmula em que a pertinência, leva à competência

E é intensa a potência pela eficiência, da ciência intensa

Do o teu rap reflecte, na atitude que te submete

Em vez de competição traz o que te compete…


[Verso 2]

Só saem sons do tipo, eu parto tudo e todos

Para mim faz mais sentido, construir e instruir os outros

Calem-me esses bad boys, armados em Puff Daddy

Que andam ao tempo aqui perdidos

E não se encontram como a Maddie

Eu tenho verbos, mas não as verbas

Tu tens mas faltam-te as pernas

Para te moveres das bermas

Quando perdes graça como Hermans

No underground lanternas nada te servem

Ou tens brilho próprio

Ou então só brilhas quando velas se acendem

No teu funeral em tua honra, Blimunda de Saramago

Vejo o teu íntimo, esses falsos querem que eu morra

Tenho núcleo positivo que atrai eletrões de valência

Porque há quem queira por retissências

Onde eu retenho a essência

É altura de agarrar as oportunidades

Porque Deus deu a mão ao Maradona

E ficou com a que não faz milagres

Não penses que é pelo nome, que te dão um cumprimento

Respeito quem me toca nos palcos

Amo quem me toca por dentro


[Refrão]

Lamento que tenha havido aumento de mentes dementes

Declínio de docentes decentes, hoje sentes ausentes

Potentes mentores de música

Que seduz ao cérebro e não a industria

Preservo com astúcia característica a acústica de outrora

Dou forma à fórmula em que a pertinência, leva à competência

E é intensa a potência pela eficiência, da ciência intensa

Do o teu rap reflecte, na atitude que te submete

Em vez de competição traz o que te compete


[Verso 3]

Não tenho condições e nunca tive muita escolha

Tiravam-me o prato onde comia

Mal viam que eu partia com a louça toda

Tavam à espera que o meu Rap phat, fica-se anoréctico

Em dias amargos destrói pacotes de açúcar

Como se fosse diabético

Habitua-te quem tu sentes, nem sabe o que tu fazes

Em cima de um palco, nunca vez num público cabeça de cartaz

Dizem que sou bom nisto, eu acho que nunca vou sabê-lo

Pois só sabemos o que somos, depois de deixar de sê-lo

Não ligo quem quer lucrar comigo estilo placa

Há tanto parente perante mim transparente com interior opaco

Aos poucos na vida, aprendi a tirar lucro

Quando me fodem não pago com a mesma moeda

Não sou estúpido

É só em altos spots que essa gente actua

Deito sempre a casa a baixo só dou concertos na rua

Afirmei o meu lugar, não andei ao sabor do vento

Cultivo pés de feijão magico, eu vou tocar no firmamento


[Refrão]

Lamento que tenha havido aumento de mentes dementes

Declínio de docentes decentes, hoje sentes ausentes

Potentes mentores de música

Que seduz ao cérebro e não a industria

Preservo com astúcia característica a acústica de outrora

Dou forma à fórmula em que a pertinência, leva à competência

E é intensa a potência pela eficiência, da ciência intensa

Do o teu rap reflecte, na atitude que te submete

Em vez de competição traz o que te compete…

LAMENTO!