Cara de Sorte

By Dalsin

On Vermelho Sangue

Released on December 1, 2016

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[Verso 1: Dalsin]

Ei primo, hoje tá mó bronca, mó barra e eu matando cão a grito

E o pote de confiança que cismou em se esconder atrás de um olhar bonito

E esse chá de camomila já não acalma, e eu conheço a escuridão como minha alma, chefe

Da janela do pico eu só vejo o constrate, essa city é mó fauna

E essa areia tá tão branca, chapa, aquele lip vai quebrar tão claro

O Flá apareceu com o Ninho faz uns 15 minutos, com um do gold raro

O feriado tá tão chato, e eu me sinto tão fraco, man

Sem companhia pro meu papo, eu levo a vida e arrecado umas notas de cem

Tudo tá tão cinza mas o sol vai brilhar forte

E só por hoje eu me sinto um cara de sorte

Degusto um velho rum e escuto o som do Della

E sem sentido algum, eu cismo em escrever pra ela

E quando eu digo Della eu digo o Predella, saca?

Que Damassa é o crime

Podia ser De la soul mas não dou moral pra gringo, e Damassa é meu time

Eu corto as noites bom, vim garantir o pão

E outra madrugada em claro vai me garantir o som

Eles apontam o dedo sem saber, por onde eu andava

E eles sorriam mesmo sem saber, por que eu chorava

Eu sinto a calma de uma noite a lá cocaine

Cano na cinta e eu ainda tô no game

A retina filtra as cores, andamos no fio da navalha

Eu trouxe fatos, não rumores, e os logos escondem as falhas

Tá tão tenso o clima aqui, alguém deixou no copo a sobra

Minha mente tá tipo as ruas da Madá, em dias de copa

Um milhão de bagulhos passando,essas fitas me pilha, chefe

Umas contas vencendo, umas multas chegando, e uns bangs de família

Faz um ano que não vejo o gordo, e eu pedi não mosca

Rodou numa fita tão tosca e às vezes a garganta enrosca

Eu tô bolando um plano pra esse ano ficar rico

Eu vou ligar uns caras, e se pá mais tarde eu fico

Vendo a city do alto, emplacando uma sequência

Eu aprendi que o bom da vida é viver em turbulência

Não quero nada instável, quero algo incrível, menos dramático

Fazer um corre plausível, em outro nível e ter o flow mais fantástico

Sinto que posso pôr o mundo na minha palma

Mas minha mulher diz que eu devo ter o dobro de calma

E se a cabeça ferve, na pressão dessa sauna

Eu tenho o dobro de motivo pra ter o mínimo de alma


[Verso 2: SPVic]

(Porra Dalsinho pra que que tu tá dando ouvido, mano? Essas hora, truta)

Vontade não falta pra quem vem de longe com ambição e um objetivo

Gata, obrigado por estar me esperando

É só esse o motivo que eu ainda preciso e só

Tô contigo e só

Largo rolê, amigo e fico na menor

Pra te ver melhor, se eu ja sei de cor que é no tato

Responsabilidade é muito chato

E é fato

Embarco a cada cinco dias

Rotina e trabalho tomando minhas vias

Sem filho, mas pai de todas minhas crias

Me vi expandir pela necessidade

Supri a vontade de salvar parte de cada cidade que ainda não sabe

Onde nasce a lucidez que mantém na vantagem

(Aí chega nessas hora irmão e fica nessas idéinha, não dá né truta?)

Converso e consigo, imerso no ofício, verso por motivos mínimos demais pra ti

Confie em números iguais vai que, sei lá, você me liga e inventa motivo ou alguma treta

Eu nasci mas não vou morrer por causa de...