Released on January 15, 2018

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Letra de "Prefácio" com Daime & Flavio Labanca


[Verso 1: Flavio Labanca]

E se as paredes falassem?

Não as mesmas falácias de costume

E se as mentiras contadas fossem verdade

E se a maior de todas elas é a saudade?

Sozinho onde tudo dá um nó

Tento entender Basquiat, vivendo igual Belchior

Na terra de gigantes, o melhor, dou meu sangue

Muito longe de ser Gandhi, a paciência ainda é menor

E todo dia que eu acordo é outra história

O mesmo livro, outro rabisco, a mesma sala, o mesmo disco

Disciplinado igual a um samurai

To construindo meu legado pra não ser igual a meu pai

Mente de Escobar, buscando a paz igual Sidartha

E a coragem dos 300 de Sparta

Sem confiar em nada, a mesma mão que me afaga

Em pouco tempo é que me fere com uma adaga, saca?


[Ponte]

E se as paredes falassem?

Não as mesmas falácias de costume


[Verso 2: Daime]

Poeira entre as páginas do livro da vida

Somos uma só mente nesse ciclo da vida

Joga sua semente ao solo fértil da vida

Pois todos somos vida ao renascer da nossa ida

Esse é o ponto de partida até um novo mundo

De quem enxerga além de si, pra se sentir parte de tudo

Excluso desse meio, em meio termo não me iludo

Resolver causa e efeito, é necessário mais que estudo

Profundo como um poço nesse superficial quadro de rimas

Parece necessário o suicídio da auto-estima

Escrevo acima da tola ambição, tira lição

Qual é sua intenção ao enxergar sem visão?

Preso no instante em reunião com meu reflexo

O peso no semblante e a depressão em anexo

Convexo ao plano que prende corpo ao intelecto

Me afasta de quem amo, sou orgânico e sintético

Sou desconexo em simultâneo a chave

Encontro o nexo de ser humano sem nave

Parece complexo: eternidade ou fases?

E se eu resumisse o prefácio do ciclo em uma frase?


[Saída]

Mas não dá

Simplesmente não dá

E é isso