A Matemática do Caos

By Daime

On A Matemática do Caos

Released on February 1, 2018

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[Letra de "A Matemática do Caos" ft. Zudizilla, Zombie Johnson & Dirty Lion]


[Verso 1: Dirty Lion]

Matemática do caos de um crime organizado

Onde somos voluntáriamente escravizados

Entre ofertas e demandas, aluguel e propaganda

Esperando o fim de semana pra tentar relaxar

E num piscar a vida acabou de passar

Nos resta carregar o fardo de envelhecer

Sem ter colocado energia no que ama

Adoecer e agradecer por viver sem grana

Esse é o drama do mundo moderno

O capital faz daqui um inferno

É deus-mercado, deus-dinheiro, o lobo veste terno

A escravidão só mudou de fase, é sério

Nesse modelo de escola que só quer podar

Pro mercado de trabalho nos preparar

Pra trabalhar, trabalhar, trabalhar

Enriquecer alguém sem se quer se questionar


[Verso 2: Daime]

Resisti a influencia pra enxergar mais longe

Nem sempre posso garantir paciência de monge

E se for revelado o esquema vão nos ver aonde?

Se a verdade que se esconde é o que controla a fonte

Poder transita pela ponte entre mídia e empresas

Donos da mesa, fechados como clero e a nobreza

Mas reza a lenda, que a vida ia ser mais justa

Se o mundo não girasse só visando o quanto custa

Pra ter poder total, por bem ou por mal

Dinheiro nunca vai pagar o prejuizo ambiental

Ser humano irracional, pra tudo existe aval

Gerado por recebe desvio de capital

E quem acha normal é porque não sentiu na pele

De quem viu o final numa pasta do IML

Num sistema caótico, te vendem antibiótico

Pra uns isso é ótimo pra esquecer do lógico

[Refrão: Daime & Sample]

E a matemática do caos gira sua engrenagem...

Essa é pros amigo que tão duro igual um côco

Que matam um leão por dia na base do chute e soco

E a matemática do caos gira sua engrenagem...

E o colégio tá mais preocupado em me ensinar

O que eu vou esquecer pra me manter retardado


[Verso 3: Zombie Johnson]

Eu que já fui um 1+1, 2+2, 3+3

Já fui tudo na 4x4 mas nunca quis ser vocês

Matando por terra, erra sem saber o porque da tua vida

Num Moto G na rede é o que te deserda

Quantos tiro por um kilo, quantos carro na goma

Me fale do domingo lindo sem um pila pra banda

Vejo isso, vivo isso, oh verídica soma

Meu pouco tempo não permite que eu permita redoma

Sem espaço, corre, não sossega o faixo, bola uma

Água na cara, cafeína, típico segunda

Marmita, sem atraso, bate teu cartão e fuga

Sem chance, uma vaga nessa liberdade suja

Falsária e vagabunda como a cara da naja

Meu respeito pelos patrão que julga pelo que traja

Talvez isso fez uns ladrão aí de terno e gravata

Vou te mostrar com quantas jugular se corta uma faca

[Refrão: Daime & Sample]

E a matemática do caos gira sua engrenagem

Nossos irmãos estão desnorteados

E a matemática do caos gira sua engrenagem

Geração iludida, uma massa falida, de informações distorcidas subtraídas da televisão


[Verso 4: Zudizilla]

A equação é sistemática e o erro é previsto

A revolução é necessária, e há tempos aviso que

Por onde piso, vi, a raiva acumulando em seres

Que servem a outros seres, que do sangue bebem, pele veste

Combinam com prata e diamante

Sem saber da onde vem

Foda-se o mundo porque vive por um instante

Diplomas nas estantes, calo nos dedos

Trampo pesado e pensa que de fato vive um pesadelo

A ignorância é uma benção

Porque saber e não poder mudar o mundo

É uma maldição, resisto a pressão

Me refugio entre os beat sujo

E deixo ao mundo uma nova questão

Anátema, quimera, desvenda o elo ou a ti devoro

Entenda ou se prenda, liberte sua existência morta

Chega de fechar os olhos a soma te inclui

Como contribuinte pra que a conta deles nunca seque

Pensar que tudo de melhor é o teu, e o resto, os outros peguem

É o pensamento estúpido do teu chefe

Essa variável faz tu pensar em maioridade penal

Enquanto vê o jornal

Mas liga o Netflix e sonha com América, Europa, dollar

Pra esquecer o rosto do moleque no sinal