Efeito Colateral

By Dactes

Released on October 14, 2016

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[Verso 1: Tosh]

Direto da terra de todos os santos e prantos

Mais um vira-lata que não dá a pata

E não aguenta ficar de canto

Enquanto transita entre corpos

Atolados na trilha do avanço

Corrói um tanto

Consagraram conhecimento pecado

Alegoria da maçã é estratégia de mercado

Igrejas, empresas, farinha do mesmo saco

Querem o monopólio meu caro

Bote fé no que eu falo

Não confunda bondade, com conveniência

Experiência

O mundo é novo, a vida é 'veia'

Descarte coincidências

Odisseus e odisséias

Ideias sem ação, derivam no mundo de ideias

Fatos são intocáveis, inalteráveis

O resto são só versões, somadas a emoções, projeções

Relações entram em turbulência

Por carência de transparência

Energia transcende a porra das aparências


[Verso 2: Dactes]

A vida que nós, leva

Nos inspira, de qualquer modo

Vira? De qualquer jeito, siga

E nós segue, por mais que sativas

Matando em batidas

Mais que sintéticos, beats sintetizados e gírias, não

Dialeto! Preto

Olha quem somos, o que fomos

Longa sequência de DNA por anos, cromossomos

E nessa vida vou viver mais do que eu possa levar quando eu morrer

NaCaladaRec, 'buêro' dos rato

Tosh traz o mato, trago

Devon no próximo passo

Responsa dobrada

Pilantragem é mato

Ligado, por isso abraço

Com a peça do lado, drão

Ação e menos baratino

Tô no inferno, sem o paraíso

Me chama de Constantine

Visando a morte no que é mais divino

Sigo preparado

E não se limpa a 'sujera' do nordestino

Viado!


[Verso 3: Doisas]

Sempre o mesmo Rato da coluna desgraçada

Com um talho na cara e a pupila dilatada

Gosto muito de drogas e de coisas engraçadas

E o meu foda-se não é vago, não

É uma tese elaborada

Vai, se dá vacilo cê cai

Não é no sigilo que morre quem trai

Sabe que é aquilo, já dormi nuns quilo’

E sei a 'velô' que isso sai, paaaai

Natural cruz city, crueldade com os animais

Injuriado e motivado, virado no satanás, rapaz

É sem calma, não deita cabelo voa

Mano eu ando desarmado

Mas não pensa que eu sou atoa

Eu to no saci sem ceda

Sem sucesso e com certeza

A minha primeira chance, bote fé que eu viro a mesa

Se mate por cash ou pire

Faça aquilo que exigirem

Se faça ou se vire

Monstros no rap BA existem

Escala o meu, pra que eu me inspire


[Verso 4: Jeferson Devon]

Qual é a utopia que te motiva?

O que você faria ao descobrir que sua vida

Só terá sentido quando descobrir que

O que dá sentido a ela é uma mentira

Eu sinceramente não sei como os outros

Fazem pra escrever sobre o conforto

Porque só questionar me inspira

E eu tô inspirado ou morto

Convicção é um mal que guia homens tolos

Cega quase todos

Quem pode ver a luz é louco

Eu quase vi a verdade

E não morri por pouco

Mas o caminho é tenebroso

Curvo, escuro, muito perigoso

Mas acreditei com tanta vontade

Quase vi seu rosto

Quase alcancei a sua mão

E toquei seu corpo

Mas acordei e enfim, eis-me aqui, de novo

Rendido a verdade dos outros