[Letra de "Judau Ashta"]


[Parte I]


[Intro]

COPA.gazzz

Yeah, Judau Ashta


[Verso]

Fazendo a minha sorte toda vez que me levanto (Okay)

No canto do meu olho eu vejo um vulto de um demônio (Uh)

Memórias hoje são vermelhas igual a minha pele era (Yeah)

Na era da conquista não me olhem com espanto

O espantalho segue imóvel ao terror inexplicável

A falta de uma alma torna isso bem mais fácil

O mundo se mostrando um lugar nada mágico (Yeah)

Terra com água e alguns animais andando nela

A viela da felicidade na avenida da vida

O jogo do mais fortе vai te deixando feridas

Intacto só aquеle que não vive essa porra

O que sofre de verdade não tem vergonha das marcas

Prefere olhar pra elas e ver que nada ali foi dado

Tudo que tem não é do melhor, mas ainda é dele (Yeah)

A mentalidade do encostado vai fazer ele viver fudido (Fato)

Iludido, acreditando que depois tem outra chance


[Refrão]

Ando me tornando um terror galáctico (Hmm)

Nada é mais fácil igual era em janeiro

Mano, eu tô tentando ser apenas verdadeiro (Yeah)

Última constelação, carregando medo

Ando me tornando um terror galáctico

Nada é mais fácil igual era em janeiro (Yeah)

Mano, eu tô tentando ser apenas verdadeiro (Okay)

Última constelação, carregando medo


[Parte II]


[Verso]

Além da imaginação o mundo é tão pequeno (Yeah)

Meu boneco de vodu, de agulha não tem medo

Heroína é a mamãe, não vê o que eu vejo

O lobo chega na rosa e não é pelo cheiro

Púrpura, a tortura do homem não acabará

Lilás, eu quero ver o pôr do sol vir me beijar

Vermelho, o medo não é algo que vai me parar

Roxo, algo que vai sempre me encorajar

Não entendo agora e espero uma reviravolta

Nunca vai ter, não vivemos num filme

A demora ancora o coração na derrota

"Ei, COPA, não dê coca' na mão da cocota"

Marcianos 'tão querendo foder o planeta (Yeah)

Armados com o oculto ou um mano com escopeta

Movendo a caneta em direção à minha cabeça

Ideias 'tão na mesa e eu derrubo a gorjeta


[Refrão]

Zona de conforto é a zona de perigo

Mina magra com a falta do pai fode o meu amigo

Pirulito caído na rua e um choro alto

Não volte no tempo pa' olhar um erro já vivido

Zona de conforto é a zona de perigo

Mina magra com a falta do pai fode o meu amigo

Pirulito caído na rua e um choro alto

(Não volte no tempo pa' olhar um erro já vivido)


[Parte III]


[Verso]

Minutos que eu tenho eu ando perdendo a cada segundo (Yeah)

Eu ando adiantado, mas nunca mais que o mundo

Bom nunca chegar num ponto, porque aí eu evoluo

Cores blues abstratas de um daltônico surdo

Impossível é tão fácil na cabeça, olhando a rua

A viagem é demorada mesmo a minha sendo curta

A verdade é maleável, até perco minha postura

Sei que tô ficando louco, é um pedido de ajuda

Mamãe vê que o filho dela já não se alimenta bem

Ele tem problemas com a aparência e a solidão

Olha no espelho e vê a cara da morte também

Errar é um ato que pra um homem nunca é permitido

Oprimido o desejo, homicida pela vitória

Um herói é amado, mas dificilmente fica pa' história

Mudando a ideia que eu tinha, a vida ficou menos bela

Odiei quem eu era ao ponto de me matar na primavera


[Parte IV]


[Verso]

Kobe me mostrou que o trabalho duro vale a pena

Durma pouco e se dedique muito pa' viver uma vida plena (Yeah)

Uniforme manchado de suor é o meu normal

Ando procurando a solução invés de mais problema'

O dilema do cansado é a preguiça de se levantar

Nada muda e nem vai mudar pra quem só quer reclamar

Não adianta nem tentar se tu não ama de coração

O cansaço após o jogo é o significado de ganhar

Mortal igual uma cobra e leal igual um cachorro

Venenoso igual o espinho que protege a bela rosa

Então não seja bobo e deixe cair esse choro (Yeah)

A sensibilidade é algo nobre hoje em dia (Okay)

Marcando mil pontos e é só o primeiro tempo

E se eu não marcasse, ainda teria muito tempo (Yeah)

A real é que na vida o mais valioso é o seu tempo

Melhor parar de repetir e aproveitar o que eu tô perdendo


[Parte V]


[Verso]

Queria tanto ter um robô gigante (Yeah)

Pa' viajar pelo universo e conhecer novos planetas

Vida inteligente que cultiva o amor

Igual eu queimo a maconha na seda

Eles vão ver que minha arma é muito afiada

E perfura forte tipo Bayonetta

Ela atira igual escopeta

É uma caneta carregada com tinta preta

Eu lembro quando era menor

E brincava com o meu primo com armas de brinquedo (Pá-pá-pá)

Eu lembro quando era adolescente

E queria ter uma de verdade pa' acabar com o meu medo

Quando me tornei um adulto

Eu queria ter um emprego pa' ganhar muito dinheiro (Cash)

Agora com barba na cara eu queria ver meu primo

Que há muitos anos eu não vejo (É foda)

Machuquei pessoas por não conseguir lidar

Com a dor que outras me causaram (Minha estupidez)

Agora eu vejo que algumas que eu só usei

Como objetos, na verdade me amaram

Me amarraram no passado

Porque agora eu entendo como eu fui um otário (Karma)

Quando eu saí do armário eu ganhei um namorado

E os laços com meu pai acabaram

Naquele dia que a água imundou a minha casa

Eu me tornei uma pessoa niilista

Eu prometi pra minha mãe que ia contar

Todo o acontecido numa entrevista

Rolling Stones, igual Mick Jagger

Eu vou ser um rockstar e estampar uma revista

No final do livro, eu acredito

Que minha trajetória vai me tornar o antagonista


[Saída]

Você sabia que formigas não precisam de paraquedas?