Released on 2007

Thumbnail

[Verso 1]

Obedeça, simplesmente não reflita sobre nada

Acredite em tudo que você ouve e te agrada

Como um rato de laboratório sendo analisado

Fique dócil, tenha o seu pelo alisado

Sorria agora, você está sendo filmado

Haja naturalmente se sentindo pelado

Viva por regras que vem de cima pra baixo

Ou pegue a chave que se esconde de baixo do capacho

Mentiras repetidas sempre mudam de status

Me diz, então, qual a real verdade dos fatos

Das armadilhas, e do motivo de tais boatos

Da maldade das linhas miúdas de contratos

Julgue a tudo e a todos como se estivesse além

Do bem, do mal, preso num delírio irreal

Botando a culpa sempre no que é conveniente

Ou enxergando tudo e sendo sempre conivente


[Verso 2: Dejavú]

Obedeça o que te pedem, segue surdo sem pensar

Nunca reflita, basta seguir sem questionar

O futuro, o rumo, não importa a direção

Não mostre coerência, tão pouco motivação

Extrema apatia, vivo uma vida sem sentido

Pra que sonhar, batalhar? É simples, já duvido

Que algo mude e você haja de verdade

Mas passe a reclamar e prove a incapacidade

Observe, aprenda, não dependa de ninguém

Quem sabe algo mude e nunca se torne refém

Massa de manobra em sua obra resumida

A cada passo dado dê sentido a sua vida

Cresça, questione, abandone o pessimismo

Força de vontade, jamais caia no abismo

Egoísmo é comum na humanidade sem postura

O duelo é de titãs então já venha de armadura


[Refrão]

Observe, aprenda, cresça, questione

Acredite, sorria, haja, se posicione

Obedeça, julgue, sorria, nunca minta

Cresça, mude e evolua, sinta

Alimente, leia, escreva, raciocine

Pense e vá pra rua, respire, elimine

Estude, se aprimore, viva, renda-se

Sonhe e abandone, mas nunca venda-se


[Verso 3: Rodrigo Ogi]

Obedeça enquanto lhe guiam feito um boi ao matadouro

Haja como se estivesse à caminho do tesouro

Sinta-se o máximo, mas já foi o décimo

Arrancam seu couro, vai você já vem o próximo

Faça da mente de sua gente um cubículo

Renda-se ao vicioso ciclo

Seja tão ridículo ao ponto de achar que é capaz de me ensinar

Tendo que falsificar o seu currículo, jão

Não raciocine, quieto, não opine

Viva por dinheiro e deixe que isso te domine

Sonhe com champanhe, putas de vitrine

Circulando dentro de uma Limousine

Se faça cego, não enxergue a vista

Disfarce todo o lixo com fé de paisagista

Pense que sou dentista, sorria, sorria

Vivendo alienado num mundo de alegorias


[Verso 4: Mascote]

Alimente seus pensamentos com atitudes boas

Leia algo, escreva algo, quando estiver à toa

Não desanime se não conseguiu o que queria

Pense sempre positivo, amanhã é outro dia

Questione o que está errado se tiver bons argumentos

Saiba bem onde pisa pra evitar constrangimentos

Se o ódio e inveja insistem em te atormentar

Vá pra rua, respire, pare pra raciocinar

Defina suas metas, faça planos pro futuro

Saiba aonde quer chegar, sem dar tiros no escuro

Faça boas alianças pra crescer, fazer mudanças

Elimine oportunistas que só te fazem cobranças

Estude pra se aprimorar nas questões principais

Trabalhe pra se sustentar, conquistar sempre mais

Encontre teu caminho pra seguir tua trajetória

Não espere que aconteça, cresça e faça a tua história


[Refrão]

Observe, aprenda, cresça, questione

Acredite, sorria, haja, se posicione

Obedeça, julgue, sorria, nunca minta

Cresça, mude e evolua, sinta

Alimente, leia, escreva, raciocine

Pense e vá pra rua, respire, elimine

Estude, se aprimore, viva, renda-se

Sonhe e abandone, mas nunca venda-se