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[Intro]

18 horas

Rush, hã


[Verso 1]

Rotina de maluco pra cumprir metas alheias

Oceano de gente onde a mará tá sempre cheia

O caos, mente em ebulição, o stress contamina

Observe a ação, paga-se bem a propina

Nesse momento o amor e o bem é interrompido

Protesto de estudantes, ouve-se um estampido

Bombas de gás, bala de borracha, absurdo

Aumentaram a passagem, querem que o povo fique mudo

Hã, enquanto isso continua o vai-vem

No metrô ou no trem não tem lugar pra mais ninguém

Abre espaço pros motoboys a milhão no corredor

Entre fumaça e buzina respeito perde o valor (how)

Temperatura soba (aqui tudo parado)

Empurra empurra, discussão dentro do busão lotado

Ouve a sirene e dá passagem, mais uma viatura

Tem paciência, pois na hora do rush é só loucura


[Verso 2: Rodrigo Ogi]

Os arros, o fluxo é intenso, trânsito imenso

Engarrafamento é gigante, tenso

Afunilando latas na avenida ao fim do dia

Tensão do centro a periferia

Buzina grita, irrita, barulho rasga o ouvido

Tiozinho desacredita, muleque enquadra no vidro

Muleque enquadra no vidro e pede uma esmola

Tiozinho aborrecido: "Vai, moleque, sai fora!"

O calor colabora, quando chove alaga

A água enche a pista, o lixo entope a draga

O lixo a draga entope, e fé eu não boto

Os carros chegam ao top, a chuva faz maremoto

Fábrica de neurótico, teste para cardíaco

Ambiente caótico, nada paradisíaco

Viver tipo um maníaco, tempo cronometrado

(Alô!?)

Altamente estressado


[Refrão - Colagens]

Rodeado de filha da (...)

Salve-se quem puder

Pessoas não se olham, não se cumprimentam

Rodeado de filha da (...)

Salve-se quem puder

Agora é cada um por si e Deus por todos


[Verso 3]

No trânsito o stress, por pouco se perde a calma

O picadeiro está lotado e os palhaços batem palma

Conversa alta e entediante dentro do busão

Não precisa quase nada, pois já tô na irritação

Falta de educação, aí, nem dá pra tolerar

Um idoso já cansado não para de reclamar

Eu sei que tem razão e os problemas do país

Que impedem que é honesto de um dia ser feliz

Atropelamento, resgate é acionado

Foda, dificuldade, pois tá tudo engarrafado

Parado um estudante presta ajuda uma mulher

E tudo acontece num instante se quer

Percebo, respiro fundo, escuto logo um palavrão

Um cara embriagado ao lado na lotação

Janelas fechadas, tudo abafado

Mais um dia corrido em que eu já fico injuriado


[Verso 4]

Falta de planejamento, asfalto escuro, cimento

Cidade cresce como um câncer para além de suas bordas

Hordas vão ao serviço em longos deslocamentos

Atrás de sonhos, um futuro, ou o próprio sustento

No contra fluxo eu sigo alheio ao caos alheio

Olho pro lado contrário, só vejo busão cheio

Happy hour pra alguns, pra outros vira penitência

E a cada dia se renova a prova de resistência

Para e toma um café no boteco da esquina

E vai pro ponto encarar de frente a pesada sina

Quem não aguenta desiste, segue o caminho a pé

Os que não têm opção vão na garra e na fé

Seja o destino a faculdade ou o lar-doce-lar

Encaram de frente a rotina com enorme pesar

Corpos cansados se aglomeram no terminal

Pânico em SP, o descontrole é total


[Outro - Colagens/Scratches]

Rodeado de filha da (...)

Salve-se quem puder