Released on October 24, 2018

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[Letra de "esponja_c"]


[Intro: Secta]

Confessa

Sou constrangedor tipo David e Golias

Na esplanada

Sem tema de conversa

Parece amarração

Estou mesmo amarradão

Neste ramo de azevinho

Durante o Ramadão (ok)

E quase que adivinho

Paciência funciona como um copo que é de vinho

Podem beber do meu

Mas um dia há-de acabar o garrafão

(yeah há-de acabar um dia mesmo)

Tás a ver? Basta veres

Muita gente fala à toa

Muita gente fala merda

Muita gente fala merda à toa

Basta veres muita gente

E muita gente fala merda à toa

Muitas vezes


[Verso 1: Secta]

Ok...ok...ok...

Ok é mais um dia

Mais uma bela tarde

A ouvir rappers machistas

Cuja maçã de Adão daria uma bela tarte

Sou panda do tekken yo

Dedo na ferida até ter feridas no dedo

Sou fetiche do tétano yo

Mando abaixo o teto hey yo

Sente a fúria deste macho alfa-

-beto em ouro

E parece que cheguei

P'ra todos que diziam

Que eu 'tava perdido

Mas parece que cheguei

Deviam abraçar a carabina de Kurt Cobain

O tiro em vez da carapuça boy serve tão bem

(Ok vou bazar...

Boa noite a todos e..

Peidos p'ra toda a gente

Fui...)


[Verso 2: Tilt]

(Pior do que não pensar fora da caixa

É não pensar lá dentro)

É aqui que eu entro

Queimei o manual com escrita automática

Tipo que escrevo enquanto vou lendo

"Como ficaste assim?"

São perguntas que cá recebo

Levo excerto do meu próprio excerto e acabo negro

Vais ao fundo a querer tirar medidas ao bom Grego

Enquanto flutuo como um alfaiate na superfície do Mondego

Face àquilo que não bebo, faço aquilo que não devo:

Mão na tábua, prego a fundo - acelero o enterro

Haja tempo!

Desconcentro

MC's falidos com alicerce avariado

Pagam para ter conserto

Quero todos vestidos de preto

Ok, sem querer converto cépticos em seguidores

Que bebem licores com cianeto

Eu teso...

Ok, eu teso

Se fico dentro da [caixa], de fora vê-se que estou dentro

Lamento

Fornico 99% da massa ao caminhar lentamente na brasa

Onde depois me sento

Destino não é violento

É tudo belo. Prometo

Mas até agora só vi fel neste meu paralelo tormento

Não me lembro até à data alguém que salve a malta

(Não faz falta)

Ok, então empalo cabeças na ribalta

Hei de sair do escuro quando a Tuga se achar apta

Até lá, o puto mata

Underground tipo Agharta

O mundo não está do avesso

Eu é que estou de pernas para o ar

Como um morcego

Que faz som que só o próprio radar capta