[Verso 1: Palhetas]

Sou quem sou, não devo nada a ninguém

Vivo perdido em rimas mano, e o que é que tem

Batidas são o ritmo daquilo que faço

Encaro como um labirinto a minha mente, que é um espaço

Onde colo no tempo, sem querer saber de mais nada

Sinto isto com algo, sobre o qual não tenho control

Isto é o sol, que me aquece, quando a noite surge fria

Quando a tristeza aparece, e eu não queria

Dizem que o tempo nos muda, mas a mim não me mudou

Este é o tipo de música que conjuga aquilo que sou

Um ser liberto, livre de preconceitos

É um simples respirar, num ar que não tem defeitos

Onde tudo é puro, e cada vez mais eu procuro

Este tipo de alimento, para alimentar o meu futuro

O único benefício que tiro, é poder sentir-me bem

Num mundo diferente, muito aquém, de quem, pensa doutro modo

Se querem escolher lados é deste lado que jogo

Não me afogo, faço o que posso, fundamentalmente represento o nosso

Sei onde me coloco, sem ser criado num bloco

Tenho a humildade para ajudar qualquer amigo

Se é nisto que acreditas, estou contigo não faço fitas

Nem tristes figuras, sou o espelho do reflexo do que vês nestas ruas


[Verso 2: Arma & Epyk]

Sou quem sou, e ninguém fará desaparecer

O sentimento que mudou por completo o meu ser

Dantes não tinha um propósito, não sabia o que fazer

Mas desde que apareceu o código sei o caminho a percorrer

E não há nada tão grande, como isto que me faz mover

Se for preciso dou o sangue, estou disposto a morrer

Perdi o medo desde que criamos este ciclo

Que prospera a eternidade do nosso pequeno infinito

O que dizem não me interessa, tou-me a cagar para a conversa

Digam o que disserem a nossa música é esta

Não percebem que isto alimenta a minha mente sedenta

E que enquanto o mundo gira, eu fodo mais uma caneta

E faço-o por mim não pelas taxas de consumo

Isso seria um desrespeito para com todo o meu público

Tu bota sentido, em cada frase que eu cuspo

Porque nada é á toa, eu também já passei por muito

Junto com estes manos, de quem podia ser irmão

Já brindei tantas vezes, já tive tanta discussão

Já nada me afeta no seio desta união

Tudo faz parte da meta, que traça a nossa evolução

Porque grupos aparecem, enquanto mudas de camisa

Mas muito poucos permanecem idênticos à sua origem

Nós somos o contrário, não criamos uma imagem

O que tu viste ontem somos hoje, pra nós nada é de passagem


[Refrão]

Para nós nada é de passagem

O que tu viste ontem, nós somos hoje

Não criamos uma imagem

Permanecemos iguais idênticos à nossa origem

Idênticos à nossa origem