Released on July 2001

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[Letra de "Rapresálias"]


[Intro]

Opening fire

Por mais que nos oprimam

Nós vamos continuar a lutar pelo pão

Vamos continuar a pôr vinis em rotação

Vamos continuar a dançar pelo chão

E a pintar paredes porque essa é a nossa cultura

É hip hop nigga

Cruzfader na produção, yo


[Verso 1]

Abro fogo contra tudo

O que se movimenta no perímetro

Uso no rap o que se usa na rua

Munições de nove milímetros

Em memoria de quem já derramou

O mesmo sangue que dentro de mim

Circula, pela vitoria de todo o nigga

Perseguido em solo pula

Onde a igualdade de oportunidade

É quase nula

Governo faz leis contra emigrantes

E o povo o congratula

Que se foda a informação

Que a população manipula

Com ajuda de politicos

A opinião contra nos formula

A lei só nos desfavorece

Por isso que se foda quem a estipula

Que se foda a Babbillone

A rua é um nigga que regula

Mensageiro do ghetto, yo

A fama não me estimula

Não sou o tipo de nigga

Que abdica da verdade

Pra responder às exigencias

Da editora a que ele se vincula

Engravido-te com a realiddade

E a ignorancia tu abortas

Meu rap abre-te o olho

Como latas de spray no cu do Paulo Portas

Mais undaground que cadáveres

Que se fodam papeis com caras

De personalidades mortas

Hardcore escrevendo certo

Por rimas tortas

Representing mc's dj's bboys e writers

Juntos evoluindo e disparando

Em toys e byters

P’ra todos os meus streetfighters

E guetto superstars

And all my mothafuckin niggas

Vivendo behind the bars

Vocês são o meu povo

E pa ques outros puta que pari

P’ra mais informação é

Www.redeyesg.mspt


[Refrão]

Mais brutal que um babillone

Quando atravez do microfone

Eu corto o sistema como um sabone

Enrolo e fumo tipo um stone

Rapresálias com rimas que batem

Mais que balas ou punhos

É a contrapropaganda realidade, testemunho

Mais brutal que um babillone

Quando atravez do microfone

Eu corto o sistema como um sabone

Enrolo e fumo tipo um stone

Rapresálias undaground hardcore

Musica do ghetto sangue, lagrimas, suor


[Verso 2]

Hip hop é o mito, rimar é o rito

Porque rap é entre as quatro vertentes

Aquela que eu exercito, transmito

One love pra todos aqueles que

Exercitam esta ou uma

Das outras três sem dar o cu pelo

Fuckin guitto puta qui pari grito

Pra todo aquele que vive no rap á

Pala do conflito e frente a frente

Ve - se aflito com esses rap bitches

Não me excito, contacto evito e ao

Contrário deles nunca cuspo no

Prato onde pito, quando rimo em

Concertos ou mixtapes em vez de

Cheques, são props que deposito

Niggas esperam impacientemente

De caneta e papel na mão p’ra

Bytar as frases que eu dito poemas

Da rua que eu recito, mas quando

Falo da rua nã os omito, porque

Chibos na rua são mais cortados e

Fumados que gramas de xito, irrito

Autoridades com as explicit lirycs

Que cito, crime em forma de rima

Que p’ra cima das suas leis vomito

Motins incito, em todas as canas e

Todos os bairros que fisicamente

Ou em forma de rima visito

P’ra quem se vira na rua através

Do furto obriga, nada a ver com

Este fake mundo discográfico

Onde nigga desfila de fubu armado

Em modelo fotográfico, mas o rap

Sai sem conteudo e fraco no

Vocabulario e skill ortografico

Mc’s fazem sons que parecem um trexo cinematografico

Putas e dickriders tornam este

Filme pornografico

G’s no beat enão na street dão-lhe

Ficção e suspense, jo niggas quem

Vive da rua é porque nao teve

Outra chance, porque a pobreza e

O nosso povo vivem um longo e

Intenso romance muitos falam do

Guetto mas so tiveram la de relance

Vocês estão ao alcance

De pretos da rua mas a rua não

Esta ao vosso alcance


[Refrão]

Mais brutal que um babillone

Quando atravez do microfone

Eu corto o sistema como um sabone

Enrolo e fumo tipo um stone

Rapresálias com rimas que batem

Mais que balas ou punhos

É a contrapropaganda realidade, testemunho

Mais brutal que um babillone

Quando atravez do microfone

Eu corto o sistema como um sabone

Enrolo e fumo tipo um stone

Rapresálias undaground hardcore

Musica do ghetto sangue, lagrimas, suor


[Verso 3]

Yo, trabalho escasseia, escasseiam

Mutrientes na veia, crime passa de

Ideia a forma de ganhar a santa ceia

Toda a gente noticía debate

Aponta para a cadeia, mas pouca

Genta existe que uma solução

Concreta deia, jornal publica a

Consequencia mas a causa é

Omitida p’ra que ninguem leia

As lacunas dos fdp’s que ganham

Centenas ou milhares abancados

Na assembleia, depois a sociedade

Colhe tempestades dos ventos que

Semeia, é o conflito pobre rico

Preto branco, onde ninguem

Escapa, por isso que se foda a lidia

Franco, porque p’ra ser franco

São milhões sem um escudo, sem um

Marco, sem um dollar, sem um

Franco, ao passo que há fdp’s com

Dinheiro a apodrecer no banco

Enquanto eu lanco, com materiais

Para contruir as suas casas senão

Não panco, na escola niggas

Anseiam a hora para ir ao

Refeitorio, comer a unica refeição

Gratuita e certa porque em casa

Nem sempre o comer é certo

Quanto mais satisfatório

Discriminados em tudo so nos

Querem p'ro desporto contrução e

Serviço militar obrigatorio

Insegurança cresce e nos somos o

Bode expiatorio, grande parte do

Nosso povo vive na prisão ou

Reformatorio, ou ja foi agredido

No interrogatório enquanto os

Verdadeiros criminosos estão

Sentados la na esquadra no

Escritorio ou consultorio, e depois

O bloco informatorio inventa que

Existem gangs e que graffiti

Marca o territorio, deviam tentar

Matar - nos a fome, em vez de tirar

Aquilo que um nigga come, e deixar

De alimentar tanto odio que nos consome


[Refrão]

Mais brutal que um babillone

Quando atravez do microfone

Eu corto o sistema como um sabone

Enrolo e fumo tipo um stone

Rapresálias com rimas que batem

Mais que balas ou punhos

É a contrapropaganda realidade, testemunho

Mais brutal que um babillone

Quando atravez do microfone

Eu corto o sistema como um sabone

Enrolo e fumo tipo um stone

Rapresálias undaground hardcore

Musica do ghetto sangue, lagrimas, suor