Do dia

By Chek1

On SINAIS

Released on November 15, 2024

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De manhã cedo a viagem para o outro lado da margem

Da ponte eu vejo o rio e aprecio a vista

Logo depois da passagem, na segunda paragem saio do autocarro com o Fokus

Ao chegar à Boavista

Entrávamos atrasados com passos apressados e éramos separados pelos corredores

Após levar o recado e já no fundo sentado eu desenhava um bocado com os auscultadores

Sempre que eu pudesse ‘tava ao lado do Farinha a escrever umas rimas p ́a depois mostrar

Ao Peres

Assim ficava enquanto não tocasse a campainha até quе finalmente chegassе o intervalo

Das dez

É quando andava às voltas pela escola com o Lokinho

Cumprimentávamos toda a gente que víamos pelo caminho

Ao fundo o Asek vinha no nosso sentido

Antes do toque todos tínhamos o mesmo destino

Era quase sempre certo aquele trajeto:

Comprar um pão com rissol, roubar um sumo no bufete

Foi uma fase que parece fazer-me rir de tudo só para me fazer lembrar as gargalhadas do

Katch

Ai quem me dera que desse p’a viver esses tempos de novo

Porque as memórias não são mais do que um teste

Ao lembrar essa altura sinto-me completo

Ao mesmo tempo vazio só por saber que nunca mais se repete

(São as saudades)

Da Belas, da Diana, da Sara, das Ritas

Da Nora, do Topo, do Lua, do Xincas

Da Ana, do Lok, do Fokus, do Eachas

Do Katch, do Nad, do Asekas, do Didas

Do Size, do Ache, do Vando, do Deks

Do Rato, do Russo, do Paiva, do Rek

Do Edu, do Nail, do Bust, do Beto

Do João, Pedrinha, Berna, Alex

Eu vi-te entrar na sala com o teu cabelo solto

Encontrei os teus olhos ao perder-me no teu rosto

Na minha a tua palma, aquecia a minha alma

E amar-te simplesmente não requer nenhum esforço

Deitado nas tuas pernas à hora do almoço

O sol era quente o teu encosto era doce

Eu queria ter-te para sempre fosse como fosse

(Deixei de ser quem era mas tu sempre foste)

À tarde a luz batia no recreio no verão

Às tantas no coberto juntava-se a multidão

Não dá p’a falar de todos os que aqui estão em questão

Talvez referindo o sítio possa dar uma alusão

Atrás do edifício havia um muro de betão

Trepávamos p’a aproveitar aquela ocasião

Que tardes bem passadas tenho na imaginação a dar umas toladas em cuecas com o João

Por volta das 5h subir a D.Pedro V em direção à Gomes

Ficar à espera do 15 ou qualquer um dos outros

Num autocarro cheio desta vez sozinho em direção a Gaia que era o meu Porto

Voltar para casa era sempre esperar o dia seguinte, jantar e fazer um beat até me dar o

Sono

Adormecer e acordar lá para as 8h, sair de casa e ver a vista de novo quando passava a

Ponte

Do Abonas, do Ise, do Ache, do Zé (grande)

Do Neca, Ribeirense, Ganzas, Tété

Do Agostinho, do Hugo, do Teta, Surfista

Do Ná, do Price, do João, da Cila

Do Dioguinho, do Sandrinho, do Cenoura, do Meia

Dani, Maria João, Vanessas, Andreia

Do Gustavo, do Max, do Tobi, do Saka

Do Aor, do Sui, do Yupi, do Kapa

Da D. Vitória, da D. Ermelinda, do Sr.Vitor, do Sr. Mário

Da professora Ausenda, da professora Ema que me fez gostar de matemática, da Dra

Isabel que tanto nos queria bem

E do Sr. Cláudio que nos compreendia. Descansa em paz

(Mk Scratch)

P’ra onde quer que eu vá as memórias ficam

Como a vida dá voltas

P’ra onde quer que eu vá as memórias ficam

Até sempre