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By Chek1

On SINAIS

Released on November 15, 2024

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Haviam cores que fremiam e que me envolviam na fantasia

Fluía em torno de mim um contorno morno que me aquecia

Surgia de todos os pontos daquela paisagem uma energia

Movia-se pelo meu corpo e no seu conforto me protegia

Ouvia coros cantarem a melodia de uma bela sinfonia

Como se na própria natureza ‘tivesse implícita uma harmonia

(parcimónia, paralelismo)

Segui os trilhos e ‘tava inseguro que ali nunca havia passado

Porém não era nenhuma evidência de que dariam num novo lugar

Vi nеsses caminhos o meu futuro mas também havia passado

Lembranças е outras reminiscências que eu evitava recordar

E se não distinguia o que acontecia das muitas que eu tinha criado

Nada me garantia que p’ra onde eu ia existia o que eu queria sentir

Porque os sentimentos conseguem ser totalmente vagos

Vem de repente sem que eu os consiga premeditar ou impedir

Não há nada de coerente num simples acaso

Tirando somente coincidências

É só a mente com incidências

E tu, só, mentes à tua essência

Não podem ser todas verdades nem evidências

P’ra ver o horizonte e saltar da ponte não existe melhor nem pior altura

Eu cheguei ao clímax da minha loucura

Não hesitei

Procurei ajuda

Mas o mais importante em suma foi ter alguma força p’ra acreditar na cura

Eu via flores que renasciam e cada pétala que reabria

O sol subia p’ra Este e as folhas caíam de baixo p’ra cima

Recebia e daria em retorno o que a pouco e pouco se me oferecia

Ir de encontro a todo um grandioso universo era tudo aquilo que eu mais queria

Podia de novo ouvir as notas daquela mesma melodia

Saía das pedras, dos troncos, da terra, dos montes que eu percorria

Juntar-me-ia num contraponto em perfeita sintonia

Percebia a tempo que eu era o adorno

Nunca seria a voz que se evidencia

Em sintonia direta com o cerna daquelas coisas

Seguia as folhas, não fazia escolhas (não havia uma rota melhor que as outras)

Fluir é agora tudo o que importa:

Sentir o presente enquanto evapora

Viver o momento de qualquer forma

Ser em cada um uma pessoa nova

É ver os dias parecerem horas

É não ter medo de andar lá fora

Há tantas vias, há tantas portas

E ainda é cedo p’ra eu me ir embora

Ao longe ouço um animal que chora

Toda a natureza que o ignora

E eu sou as árvores, eu sou a flora e todas as coisas à minha volta

“Espero viver dentro de mim”