Released on May 11, 2012

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[Verso 1: Ber MC]

Vaidades terrenas que levam a problemas

Minas serenas se perdendo na luxúria da mente pequena

Será que vale a pena sair com aquele cara que te dá dinheiro

Mas quando tu quer fuder

Ele cai chapado de cara no travesseiro, gostosa?

Será que vale o colar de pedra preciosa e sua lingerie

Escolhida de forma caprichosa para o dobabê?

Chegar do escritório, jantar e ver TV, ao invés de ver você

Te dizer, prefiro da vida, coisas que não serão esquecidas

Fodas enlouquecidas, noites felizes, mal dormidas

Rimas perfeitas em cima de batidas, mentes evoluídas

Que dizem mais que bem materiais, mentes originais

Pecados são carnais, desejos são mentais

Reais ou irreais, você que põe em prática

Saindo da habitual estática

Viaje na ciência rimática, aprenda com a vida

Pois ela é didática, sistemática, às vezes é sofrida

Não um simples cifrão, o que vale é o coração

O que difere o responsa daquele cuzão

Se liga no plantão, esquece a vaidade

Na tranquilidade, admire aquele fim de tarde

Perder faz parte, sim, sofrer é arte

Enfim, no videogame tu é o anjo ou o querubin

Ou o demônio queimador de neurônios

Dinheiro que corrompe no jogo de carmas babilônicos


[Refrão]

Valores não valem mais do que amores

Vida de espinho e flores

Seja feliz, independente dos valores

Não valem mais do que amores

Vida de espinho e flores

Seja feliz, independente dos valores


[Verso 2: Shadow]

Vejo valores em dores, ao vivo e à cores

Ar limpo em recinto onde há lixo em vapores

Você pensa que é só olhar?

Pra saber, tem que ver o que não dá pra enxergar

O que não dá pra alcançar sem pensar

Viver não é só gastar, é juntar tudo que vai colher

Não é a vida que vai passar, a gente que vai passar pela vida

Vou escrever na raça, a tinta não é diluída

Entorpece a mente o brilho da corrente

Luz ofusca lentamente, seduz o riso da serpente

Faz se iludir, contente, somente momentaneamente

Outra noite vai e o sol castiga a gente

O falso cai, dormente, não vai nem pra semente

É melhor você não deixar nada pendente

O que aqui se faz, paga

Não há como ser inadimplente

Outra dose pra acordar o sono freqüente

Outra dose pra ludibriar o presente

Você mente, convincente, pra tentar acreditar

Mas o que é valor na Terra, na Terra há de ficar


[Refrão]


[Sample]