Released on May 11, 2012

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[Intro]

Numa Margem Distante, Cartel Mcs, tá tudo bom, maravilha


[Refrão]

Só cheguei aqui para mar-fu um verde

Pra fazer um som e toma logo um gelo (2x)


[Ponte]

"Viaja no meu som, que essa erva é de graça"


[Verso 1: Filipe Ret]

Aqui tá tudo muito mal, desde que cê foi

Tudo mudou depois disso, tô passando mal

Daqui só vejo umas roupas jogadas no chão

Meu velho oitão e um brother novo que eu chamo de irmão

Mas, mais do mesmo, não me apetece, com medo do medo, prazer Ret

Não esquece, porque eu sigo adiante

É numa margem distante que a coisa acontece

Tá no papel, em meio as lágrimas de alegria

E mágoas com Ber cartel

Se o tempo não para a vida vai mostrar

Que a experiência perdida é cara

Porque a pista é melancólica, covarde não cola

Sinta o peso da palavra sólida

Foi quando digeri uma situação, vi que a rejeição me leva a razão

Diretamente de um cartel distante

Sigo minha viagem, sigo minha andança

Ignorante é aquele, que ignora a importância da ignorância


[Refrão]

Só cheguei aqui para mar-fu um verde

Pra fazer um som e toma logo um gelo

Só cheguei aqui para mar-fu um dever

Pra fazer um som e toma logo um lo-ge


[Verso 2: Shadow]

Esquecida na infância, a pureza da criança

Amizade sincera, que não altera com a distância

Aprendi que nada é nada que se espera

A troco de nada, cada mancada é cobrada

Página borrada de coragem, não é covarde quem chora

Mais covarde é quem se camufla

Toda margem é distante, agora

Poesia que aflora, de dentro pra fora e se infla

Guardo na memória a paisagem de cada viagem que fazem

Meus olhos não me traem, opostos se distraem

Dispostos se atraem, esforços, impostos, se esvaiam

Pra onde foram as ideias geniais?

Caíram por terra como as torres gêmeas

Brilho não me tenta, cobra não tem asas

Ninguém leva mais do que aguenta

Haverá mais fome do que ervas

De um futuro breve já, estudo o instante de iguais

Restará os semelhantes, minhas voz errante nos alto falantes


[Refrão]


[Verso 2: Ber MC]

Numa Margem Distante, sigo com sangue nos olhos

Poesia sai do sangue, vale mais do que petróleo

Só não banho não me molho, olho grande tira os olhos

Pego sua mente dou um caldo nela em abrolhos

E vou nadar com as piranhas, ouve o som e se assanha

Ela rebola e me arranha, quer viver uma vida estranha, há

Tenho a manha ser petrologe

T-re, dowsha e Ber, Delarima vai gar-che

Com o limão, com o Mãolee

Tá tudo bom, eu to de boa e vou sorrir

Os free de Bruce Lee, deixa a mente fluir

Tu quer se divertir, e pra gostosa eu vô gar-li

Passo no Ttk, levo pro Humaitá

Cai de minha saca, aperto o rec pra gravar, há

Bota ela pra rebolar (ha há), é só deixar o som chapar

Cartel Distante, os neguinho de cartela

Marola do skunk e o underground pras mais belas


[Refrão]