[Verso 1: Capicua]
A seca baixou as águas do Danúbio
E à tona emergem barcos afundados
A perda sustenta as mágoas e o repúdio
E à porta batem monstros do passado
[Bridge: Capicua]
Não há quem não sinta (Chegar)
Um cheiro a anos trinta (No ar)
Não há quem não sinta (Chegar)
Um cheiro a anos trinta (No ar)
[Verso 2: Capicua]
É o bafo do passado que arfa no pescoço
Espetros no encalço, o passo apressa em esforço
É bomba-relógio o ódio pelo outro
O sopro da história ensinou-nos pouco
Nuvens ameaçadoras
É sombra da velha senhora
Fetiche por homens de farda
A guarda está na retaguarda
[Refrão: Gisela João]
Como quem conta um segredo
Que se perdeu no passado
Volta a frota do Mar Negro
Os navios afundados
Com pólvora e dinamite
Prestes a cumprir a ordem
Embrulhámos o presente
Nas folhas do jornal de ontem
[Bridge: Capicua]
Não há quem não sinta (Chegar)
Um cheiro a anos trinta (No ar)
Não há quem não sinta (Chegar)
Um cheiro a anos trinta (No ar)
[Verso 3: Capicua]
É tão à direita o centro que isto tomba
De ressentimento é feita a bomba
Na ferrugem das carcaças
Descoberta pela seca
Vemos novas ameaças
Caixa de Pandora aberta
Eis o cais, eis o caos, sente
O passado todo pela frente
[Refrão: Gisela João]
Como quem conta um segredo
Que se perdeu no passado
Volta a frota do Mar Negro
Os navios afundados
Com pólvora e dinamite
Prestes a cumprir a ordem
Embrulhámos o presente
Nas folhas do jornal de ontem
[Outro: Capicua]
Eis o cais, eis o caos, sente
O passado todo pela frente